COMUNICADO DA CONIB SOBRE A OCORRÊNCIA NA VENEZUELA
Claudio Lottenberg
Presidente da CONIB
Blog de mais uns brasileiros cheios de ideias, idealistas de coração.
COMUNICADO DA CONIB SOBRE A OCORRÊNCIA NA VENEZUELA
Os israelenses estão sendo acusados de sofrerem poucas baixas em seus confrontos com terroristas do Hamas. Os que argumentam isso em geral usam palavras como "desproporcional" ou a"assimetria" em tom de indignação. Ao escrever esta coluna, cerca de mil palestinos morreram ou foram feridos como resultado dos bombardeios, as perdas israelenses estão por volta de uma dúzia.
Os que criticam Tel Aviv - de quem um odor antissemita frequentemente sobe - não dizem se Israel deveria aumentar sua cota de cadáveres ou reduzir a cota árabe para alcançar uma proporção razoável de sangue. Nem especificam o número moralmente permitido de baixas para encerrar a chuva de foguetes que por anos tem caído sobre a cabeça de civis israelenses.
Essa demanda por "proporcionalidade" só pode ser chamada de surpreendente. Até o conflito começar, livros de História sempre expressaram satisfação e até um certo orgulho chauvinista quando o Exército de uma nação infligia um grande número de baixas ao inimigo, com um baixo preço pago por "nossos rapazes". Israel é o único país que espera-se que aja de outra forma, e de fato age. Não conheço outra nação que avise onde e quando vai bombardear, permitindo que civis evacuem o território. Nisso age de forma assimétrica, já que os terroristas do Hamas nunca anunciam onde ou quando vão lançar seus foguetes contra civis.
Israel não tem interesse em causar mortes. Tudo o que quer é deter os ataques do Hamas da única maneira que pode: eliminando os terroristas e destruindo seus arsenais. Não há outro meio de lidar com eles. O Hamas não é uma organização política com a qual acordos possam ser alcançados, mas uma gangue fanática com a intenção de varrer Israel do mapa. Para atingir seu objetivo, seus membros estão dispostos a transformar seus filhos em bombas humanas.
Aqui há outra assimetria. Os judeus constroem abrigos subterrâneos nas casas perto da fronteira. Fecham as escolas e escondem as crianças ao menor sinal de perigo. Protegem os civis das consequências da guerra. Em contraste, autoridades em Gaza disparam suas metralhadoras irresponsavelmente para o ar para expressar alegria ou tristeza (causando numerosos feridos), não hesitam em instalar seus quartéis-generais ou esconder armas em escolas, usam escudos humanos, voltam-se para homens-bomba e recompensam as famílias de tais "mártires" com dinheiro.
Uma semana antes de o Hamas romper a trégua e retomar o ataque de foguetes (o que deflagrou o conflito), eu estava em Israel para uma palestra em Tel Aviv. Visitei o Centro Médico Wolfson para ver o programa "Salve o coração de uma criança". É uma fundação devotada a cirurgias cardíacas em crianças pobres, a maioria do mundo árabe. Testemunhei a chegada de uma menina de 5 anos que precisava ser operada de emergência. Ela era trazida pela mãe, uma mulher com a cabeça coberta por um véu negro, e pelo marido, que olhava maravilhado a indescritível gentileza com a qual médicos tratavam a criança. A família vinha de Gaza.
Desde que a guerra começou, eu me pergunto o que aconteceu a eles.
*CARLOS ALBERTO MONTANER é escritor e jornalista cubano, ex-preso político. É um dos autores do "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano" e vice-presidente da Liberal International, dedicada à defesa da democracia e da economia de mercado. Ele escreveu este artigo para o Washington Post.
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Por: Barry Rubin*
No Irã, elementos de dentro do regime supostamente oferecem recompensa de US$ 1 milhão pelo assassinato do presidente do Egito, Hosni Mubarak, por sua oposição ao Hamas na Faixa de Gaza. No Líbano, o líder do Hezbollah, apoiado por Irã e Síria, defende simplesmente a derrubada do governo egípcio.
Como resposta a isso, Tariq Alhomayed, saudita, editor-chefe do jornal "Al-Sharq al-Awsat", descreve o Hamas como uma ferramenta do Irã e argumenta que o "Irã é uma ameaça real para a segurança árabe".
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, concorda - e não é o único. Quando Estados árabes se reuniram para discutir a crise em Gaza, a Arábia Saudita vetou qualquer ação. Até a Autoridade Palestina (AP) culpa o Hamas pelos combates. Ativistas do Fatah, rival nacionalista do Hamas, que comanda a AP, não escondem a esperança de que o Hamas perca a guerra.
Bem-vindos ao novo Oriente Médio, não mais caracterizado pelo conflito árabe-israelense, mas por um conflito árabe nacionalista-islâmico radical. Reconhecendo esta realidade, praticamente todos os Estados árabes - a não ser a Síria, aliada do Irã - e a AP querem ver o Hamas derrotado na Faixa de Gaza. Visto o forte interesse próprio em demover grupos revolucionários islâmicos, especialmente os alinhados com o Irã, eles não estão inclinados a ouvir aos gritos das ruas - que estão bem mais silenciosas do que em conflitos anteriores, como em 1991, na guerra no Kuait, no levante palestino de 2000 a 2004 ou na guerra entre Hezbollah e Israel, em 2006.
O Oriente Médio de hoje é muito diferente do antigo, sob vários aspectos significativos. Primeiro, a política interna de cada país árabe gira em torno da batalha entre governantes nacionalistas árabes e a oposição radical islâmica. Em outras palavras, os aliados do Hamas são os inimigos dos regimes. Um Estado radical islâmico na Faixa de Gaza encorajaria os que buscam entidades similares no Egito, Jordânia e em todos os outros países árabes.
Um tremendo preço já foi pago em vidas e riquezas por este conflito. A violência incluiu guerras civis entre palestinos e argelinos; derramamento de sangue no Iraque; e campanhas terroristas no Egito e Arábia Saudita. No caso palestino, depois de ganhar a eleição e chegar a um acordo com o Fatah para um governo de coalizão, o Hamas voltou-se contra seus rivais nacionalistas e os expulsou de Gaza à força. Por sua vez, a AP vem reprimindo o Hamas na Cisjordânia. No Líbano, o Hezbollah vem tentando submeter seus rivais mais moderados, os cristãos, muçulmanos sunitas e drusos.
Segundo, como os Estados árabes confrontam-se com uma aliança Irã-Síria que inclui o Hamas e o Hezbollah, além dos conflitos internos, também há uma batalha regional entre esses dois blocos. Um aspecto disso é que os Estados liderados amplamente por sunitas deparam-se com um concorrente amplamente xiita pela hegemonia regional.
Esses dois problemas representam perigos maiores para os Estados existentes do que qualquer ameaça israelense (em grande parte inventada) e os governantes da região sabem disso.
Do outro lado, o Irã e seus aliados elevaram os estandartes do jihad e "resistência". Sua plataforma inclui: revolução islâmica em todos os países; o Irã como Estado dominante da região, reforçado por armas nucleares; nenhuma paz com Israel e nenhum Estado Palestino até que possa haver um Estado islâmico abrangendo todo Israel (assim como a Cisjordânia e Faixa de Gaza); e a expulsão da influência ocidental da região.
Este é um programa muito ambicioso, provavelmente impossível de alcançar. No entanto, é uma receita para terrorismo e guerra intermináveis: os islâmicos revolucionários, tanto favoráveis como contrários ao Irã, acreditam que, como Deus está do lado deles e seus inimigos são covardes, vencerão; e eles estão bastante preparados para passar o próximo meio século tentando provar isso.
Embora esta pareça ser uma avaliação muito pessimista da situação regional, o lado islâmico radical possui muitas fraquezas. Lançar guerras perdidas pode fazê-los se sentir bem, mas serem derrotados é uma proposição custosa, já que sua arrogância e beligerância afastam muitos que de outra forma poderiam ser conquistados para sua causa.
Além disso, a situação representa uma boa oportunidade para as autoridades políticas ocidentais. A ênfase deveria ser construir coalizões entre os Estados relativamente moderados que são ameaçados pelas forças islâmicas radicais e trabalhar arduamente para evitar que o Irã tenha armas nucleares - um objetivo que está dentro dos interesses de muitos na região.
O pior erro seria seguir a política oposta - um esforço inevitavelmente fútil para pacificar os extremistas ou tentar moderá-los. Tal campanha, na verdade, desencorajaria os relativamente moderados que, sentindo-se traídos, tentarão conseguir seu próprio acordo com Teerã.
A atual crise em Gaza é apenas um aspecto de uma batalha muito mais ampla que sacode a região. Ajudar o Hamas daria poder ao islamismo radical e às ambições iranianas e enfraqueceria a AP e todos os demais, não apenas Israel. Os Estados árabes não querem ajudar seu pior inimigo. Por que qualquer outro deveria?
*Barry Rubin é diretor do Global Research in International Affairs (Gloria) e editor do Middle East Review of International Affairs (Meria). Seus livros mais recentes são "The Israel-Arab Reader", "The Truth About Syria" e "The Long War for Freedom: The Arab Struggle for Democracy in the Middle East" (em inglês, respectivamente, "O leitor árabe-israelense"; "A verdade sobre a Síria"; "A longa guerra por liberdade": "A luta árabe por democracia no Oriente Médio").

Jerusalém, 12 de janeiro de 2009
OPERAÇÃO CONTRA O HAMAS: ISRAEL REJEITA A RESOLUÇÃO UNILATERAL E IRRELEVANTE DO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DAS NAÇÕES UNIDAS
(Comunicado do Porta Voz do Ministério das Relações Exteriores)
A resolução não foi apoiada pelos estados membros ocidentais e democráticos
Israel rejeita a resolução unilateral e irrelevante adotada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 12 de janeiro de 2009, sem o apoio dos estados membros ocidentais e democráticos. O Conselho, dominado na maioria por estados muçulmanos e países "não alinhados", adotou a resolução, condenando Israel por sua operação militar contra os terroristas do Hamas. Esta resolução foi adotada durante uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos, reunida por exigência dos países da Conferência Islâmica. Foi a quinta sessão reunida para discutir a condenação de Israel, em um total de nove sessões até agora, desde o estabelecimento deste Conselho.
Após uma extensa atividade diplomática do Ministério das Relações Exteriores, da Missão Diplomática de Israel às Nações Unidas em Genebra e das Embaixadas de Israel ao redor do mundo, como também atividades vis-à-vis com as Embaixadas estrangeiras em Israel, os estados membros do ocidente e democráticos, se recusaram a apoiar a resolução.
O Canadá votou contra a resolução. Treze outros estados, dentre eles todos os estados membros da União Européia no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas - França, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Itália, Eslováquia, Eslovênia, como também o Japão, Coréia, Bósnia-Herzegovina, Ucrânia, Suíça, e República dos Camarões se abstiveram. O Embaixador da Alemanha, falando em nome da União Européia e de outros países, explicou antes da votação, que a resolução era totalmente unilateral e não poderia ser apoiada.
A resolução contém elementos totalmente inaceitáveis para Israel. Ignora o terrorismo contra Israel e a responsabilidade do Hamas pelos acontecimentos. Ignora o fato de os civis isralenses terem sido feitos de alvo por muitos anos diariamente, por foguetes e morteiros lançados pelo Hamas e outras organizações terroristas a partir da Faixa de Gaza. Além do mais, ignora a exploração explícita, em violação da lei internacional, da população civil palestina, usada como escudos humanos pelas organizações terroristas. A resolução não faz nenhum avanço ao processo de paz e aos interesses genuínos do povo israelense e palestino.
Esta resolução tendenciosa unilateral é uma das 18 resoluções adotadas até o momento, tanto em sessões regulares como em especiais, condenando Israel. Esta fixação politizada e única em Israel, tem se tornado uma característica deplorável do CDHNU. Mais uma vez fica claro que este Conselho está sendo explorado por países que estão muito longe do ideal de salvaguardar seus direitos, para que a atenção do Conselho seja desviada dos diversos casos de abuso de direitos humanos na maior parte do mundo. Os povos destas regiões ficam assim criminalmente abandonados e abusados por certos membros do CDHNU e de seus aliados.
O ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Anan, falando ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em dezembro de 2006, observou: "Alguns podem sentir satisfação em passar resoluções ou participar de conferências que condenem o comportamento de Israel. Mas esses também deveriam se perguntar se tais medidas trazem algum alívio tangível aos palestinos. As resoluções são feitas há décadas. Tem havido uma proliferação de comitês especiais, sessões, etc. Algumas destas afetaram as políticas de Israel, ou ajudaram a fortalecer a crença em Israel, e dentre tantos que o apoiam, esta grande organização é tão unilateral que não tem um papel relevante na política de paz do Oriente Médio?"
Sendo assim, não é de se estranhar que os países do ocidente e democráticos - ainda não perderam a esperança de que o CDHNU um dia preencherá sua missão em favor dos direitos humanos - se recusando a adicionar sua voz de apoio à resoluções dando ao Conselho uma legitimidade moral.
Embaixada de Israel no Brasil / Embassy of Israel in Brazil
Departamento de Comunicação e Relações Públicas / Department of Communication and Public Relations
SES AV.das Nacoes Quadra Lote
- Brasilia - DF
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Um importante aliado pela paz
13/01/2009
Jornal do Brasil
Marsílea Gombata
Entrevista com Raphael Singer
Ao defender o apoio do Brasil em uma mediação para o fim do conflito, Raphael Singer, porta-voz da Embaixada de Israel, explica ao JB como a diplomacia pode ajudar a transmitir a mensagem de importância do prolongamento da paz e garante: não se trata de um conflito contra o povo palestino, mas sim mudar a situação de maneira a não haver mais ataques do Hamas contra Israel.
Qual o papel do governo brasileiro nesta mediação?
É importante a visita do ministro Celso Amorim em que esteve com Tzipi Livni. Ambos os governos concordam sobre a necessidade de ter paz no Oriente Médio e com o mundo árabe. E para conseguir paz, temos de lutar contra o terrorismo. Para nós é de extrema importância que forças moderadas do mundo sejam ampliadas contra o Hezbollah e o Hamas.
Qual o peso do governo brasileiro em comparação com o dos governos da região?
O governo brasileiro pode ajudar a mandar mensagem do quanto é importante o prolongamento da paz. Ao mesmo tempo, fazer entender que com a existência do Hamas não vamos chegar a paz alguma.
Quais as próximas etapas da ofensiva e qual o objetivo do governo de Israel?
Nosso principal objetivo é mudar a situação no sul de Israel. Mas mudar de tal maneira a ponto de o Hamas não ter vontade de lançar qualquer ataque contra o território.
O governo brasileiro tem de estar de acordo com as posições do governo israelense para ajudar ou basta ser neutro?
Nós compartilhamos o mesmo desejo de paz e, acima de tudo, nossa posição antiterrorista. Nenhum país pode ou deve aceitar ataques contra a população civil.
Acabar com o Hamas não pode suscitar mais ódio?
Não falamos em destruir o Hamas. Esse conflito não é contra o povo palestino, estamos negociando com a Autoridade Nacional Palestina, mas o Hamas está contra qualquer coisa e não aceita, sequer, o direito de o Estado de Israel existir.
Gaza
Publicado no jornal "O Globo" de 13/01/2009
Por: Ali Kamel
Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.
Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: "Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?" Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.
E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de "Entidade Sionista". Assim, quando se refere à "Palestina", o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de "Mudança e Reforma"): "A Palestina é uma terra árabe e muçulmana"; "O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada"; "Entre outras coisas, nosso programa defende a 'Resistência' e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A 'Mudança e Reforma' vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício."
Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na "Palestina", o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles, e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.
Havia alternativa? Sim, apesar da ambiguidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição, pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: "Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a 'solução histórica', que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como uma opção estratégica."
E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quanto nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do Parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria,
Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?
Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.
Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas tem de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.
Utopia?
ALI KAMEL é jornalista
Como medir proporção? Por: lomão Schvartzman e Zevi Ghivelder
Publicado na Folha de São Paulo de 13/01/2009
OS RECENTES acontecimentos na faixa de Gaza comprovam de forma definitiva que a questão entre Israel e os palestinos não é de natureza territorial, conforme vem sendo repetido há mais de 40 anos.
Em 2000, em uma reunião realizada em Camp David, sob mediação de Bill Clinton, o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ofereceu a Arafat cerca de 92% da Cisjordânia e toda a faixa de Gaza, com a criação de um corredor entre as duas localidades. Arafat recusou, preferindo liderar de forma camuflada, como sempre, a segunda Intifada.
No mesmo ano, Israel saiu inteiramente do sul do Líbano. Como consequência, passou a sofrer ataques de foguetes disparados pelo Hizbollah.
Em 2005, Israel retirou-se por completo da faixa de Gaza. Assim, os palestinos tiveram a oportunidade única de ali implantar um embrião do que poderia vir a ser seu futuro Estado independente. Entretanto, os palestinos interessados na paz perderam as eleições legislativas e Gaza foi dominada pela organização terrorista Hamas, que, desde então, já despejou cerca de 10 mil foguetes sobre populações civis de Israel.
Quando houve entre Israel e um de seus vizinhos uma questão de fato territorial, ela foi resolvida no acordo de paz com o Egito, que recebeu de volta todo o Sinai, ocupado na Guerra dos Seis Dias, tendo Sadat, sabiamente, declinado da soberania egípcia sobre a faixa de Gaza. Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma "desproporção".
O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar "y" palestinos se contasse "x" mortos por foguetes? Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional? Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção? E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional? No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.
Há dias, o Conselho de Segurança da ONU determinou um imediato cessar-fogo na faixa de Gaza. Entretanto, para que isso de fato aconteça, deve haver uma interlocução válida. É inviável, porém, o diálogo entre um Estado democrático e uma organização que, em seu estatuto básico, prega a destruição total de Israel. Alguém consegue, por exemplo, imaginar o novo presidente Obama negociando com o velho terrorista Osama? Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa do presidente Lula, caracterizou a ofensiva israelense em Gaza como "terrorismo de Estado", uma expressão tão vaga quanto insidiosa e que, a rigor, nada significa. No entanto, ele permaneceu em comovente silêncio quando a população civil israelense vinha sendo atingida por foguetes do Hamas.
Garcia declarou, ainda, que o presidente tem simpatia pela causa palestina. Qual causa palestina? A de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina na Cisjordânia, que está chegando cada vez mais perto de um acordo com Israel, ou com a causa palestina que perpetra o terror? Não é somente Lula que tem simpatia pelos palestinos. Israel também tem. Só não tem pelo Hamas.
O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: "O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo". É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: "Prefiro receber protestos a receber condolências".
SALOMÃO SCHVARTZMAN, 74, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da Sucursal Paulista da revista "Manchete".
ZEVI GHIVELDER, 74, jornalista, foi diretor do grupo Manchete e diretor dos telejornais da extinta Rede Manchete de Televisão. É autor do romance "As Seis Pontas da Estrela" e do livro de reportagens "Missões em Israel".
Gaza
Publicado no jornal "O Globo" de 13/01/2009
Por: Ali Kamel
Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.
Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: "Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?" Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.
E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de "Entidade Sionista". Assim, quando se refere à "Palestina", o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de "Mudança e Reforma"): "A Palestina é uma terra árabe e muçulmana"; "O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada"; "Entre outras coisas, nosso programa defende a 'Resistência' e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A 'Mudança e Reforma' vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício."
Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na "Palestina", o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles, e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.
Havia alternativa? Sim, apesar da ambiguidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição, pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: "Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a 'solução histórica', que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como uma opção estratégica."
E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quanto nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do Parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria,
Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?
Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.
Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas tem de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.
Utopia?
ALI KAMEL é jornalista
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As motivações de Israel para a guerra
Publicado no Jornal do Brasil de 13 de janeiro de 2009
Por: Ely Karmon, pesquisador do Centro Interdisciplinar de Israel
Desde sua fundação em dezembro de 1987, o Hamas, movimento islâmico político-religioso, tem como objetivo ideológico declarado levantar a bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina e a questão dessa nação só tem, segundo o grupo, uma solução estratégica: a jihad (guerra santa).
Durante os anos de 1994-96, a arma preferida do Hamas para a jihad tem sido ataques suicidas com bombas contra cidadãos israelenses, que prejudicaram o processo de paz de Oslo entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Durante os anos sangrentos da segunda revolta palestina (2000-2005), o Hamas foi responsável, junto com a Jihad Islâmica Palestina, por cerca de 70% dos 150 bombardeios suicidas que mataram mais de mil cidadãos israelenses.
Depois da morte de Yasser Arafat em novembro de 2004 e a eleição de Mahmoud Abbas (Abu Mazen) para presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em janeiro de 2005, Israel deu início, no verão de 2005, a um processo de desligamento da Faixa de Gaza e retirou todos seus colonos e soldados da região.
O Hamas apresentou a saída israelense como uma afirmação de que suas estratégias de resistência deram a vitória ao povo palestino. Isso o levou a participar das eleições palestinas de janeiro de 2006, que venceu por causa das divisões profundas no movimento do Fatah, principal força política na ANP.
A vitória eleitoral do Hamas foi seguida da decisão do Quarteto para o Oriente Médio (grupo de nações e entidades internacionais envolvidas na mediação do processo de paz no conflito israelense-palestino) condicionando o reconhecimento pela comunidade internacional de um governo do Hamas a partir do atendimento de três exigências: reconhecimento de Israel, aceitação de acordos prévios assinados pela OLP, e renúncia à violência. O grupo Hamas foi rápido em recusar as três exigências.
O conflito entre a presidência da ANP, apoiada pelo eleitorado do Fatah, e o governo do Hamas, agravaram a violência dentro da Palestina e o Hamas finalmente tomou Gaza em junho de 2007, por meio de um golpe militar sangrento em que cerca de 200 militantes do Fatah foram assassinados.
As forças do Hamas continuaram a se expandir rapidamente dentro de Gaza, pegaram armas mais sofisticadas, especialmente mísseis de longo alcance por meio de túneis abaixo da fronteira com Egito, e formaram uma força militar de 20 mil treinada com apoio do Irã, do Hezbollah e da Síria.
O lançamento de mísseis e bombas da Faixa de Gaza começaram em 2001. Gradualmente, se tornaram grande ameaça imposta pelas organizações terroristas palestinas, solução simples e barata que atrapalha as vidas de civis israelenses, desarticula sua rede social, ultrapassa a rede de segurança e criam um tipo de equilíbrio do terror. Desde 2001, 3.984 mísseis e 3.943 bombas foram lançadas em Israel.
Em 2008, o Hamas fez uso de lançadores de foguetes e mísseis conseguidos por meio do tráfico com Irã, aumentando significativamente seu alcance (de 20 a 40 km) e eficácia. Eles puseram gradualmente quase 1 milhão de civis israelenses morando no sul (cerca de 15% de toda a população) dentro da área de alcance dos mísseis, e impuseram um desafio de segurança a Israel.
Depois que o Hamas acabou, de forma unilateral, no dia 19 de dezembro de 2008, com cessar-fogo de seis meses, e lançou, pelo menos, 60 mísseis e bombas nas cidades de Ashkelon, Netivot e Sderot, e nas áreas povoadas próximas à Faixa de Gaza, Israel iniciou uma operação no dia 27 de dezembro.
Durante os ataques aéreos contra a infraestrutura do Hamas e a primeira fase da operação por terra do exército israelense cerca de 400 membros do Hamas foram mortos. É provável que cerca de 300 civis também tenham sido mortos.
O grande número de civis mortos é o resultado de uma estratégia deliberada do uso de escudos humanos em suas atividades guerrilheiras e terroristas. O Hamas não mostrou sensibilidade em relação ao sofrimento de habitantes de Gaza, que fez seu próprio povo refém e usou, de forma cínica, a desgraça de seus civis para marcar pontos na guerra de propaganda contra Israel. É como alguns habitantes de Gaza dizem abertamente: o Hamas construiu refúgios no subsolo para seus líderes e, em vez de construir abrigos para a população, se escondeu atrás de seus civis.
Israel tem dois objetivos principais na operação: parar o bombardeio de cidadãos no sul de Israel, e impedir o fortalecimento militar do Hamas por meio do tráfico contínuo de armas. No longo prazo, isso poderia diminuir seu golpe político e acabar com o controle exclusivo da Faixa de Gaza pela organização. É imperativo para Israel vencer a guerra contra o Hamas para segurança de seu povo e grandes definições regionais
Dê a Israel uma oportunidade
Publicado na "Folha Online" em 12 de janeiro de 2009
Por: Rafael L. Bardají*
Nenhuma nação sobre a Terra aceitaria ser bombardeada permanentemente por um território vizinho e permanecer impassível. A atuação do castigo israelense contra o Hamas em Gaza, não deveria ser, portanto, uma surpresa.
O que é verdadeiramente surpreendente é isso não ter acontecido muito antes. Israel aguentou o que não se pode aguentar: mais de 4 mil foguetes palestinos que, se não causaram mais mortes, foi em boa medida devido ao imenso esforço realizado na proteção passiva --em forma de bunkers-- das populações do sul de Israel.
Exigir que Israel pare suas operações militares é uma imoralidade, assim como um gravíssimo erro estratégico. O objetivo político da União Europeia e da comunidade internacional não deve ser um cessar-fogo, mas sim um fim ao terrorismo que vem de Gaza.
A manipulação midiática a que nos acostumaram as facções palestinas, terroristas ou não, está novamente em marcha, oferecendo as imagens do sofrimento de seu povo, desgraçadamente inevitável em qualquer confronto bélico.
Ela é tão hábil que faz esquecer o sofrimento que os terrorista palestinos têm imposto a uma boa parte da população israelense. Até a retirada total de Israel de Gaza em 2005, o Hamas justificava os ataques suicidas e por outros meios como um instrumento necessário para lutar "contra a ocupação israelense".
Pois bem, desde que Sharon decidiu deixar Gaza para os palestinos, o único israelense na faixa foi o soldado Gilad Shalit, sequestrado faz dois anos pelos militantes de Gaza. Sem exagero, o fato de Israel já não ser uma "força ocupante" não diminuiu a ânsia por violência do Hamas e de outros grupos palestinos em Gaza. Por uma razão muito simples: o que o Hamas quer não é a solução de dois Estados convivendo pacificamente um junto ao outro.
O islamismo palestino aspira a um único Estado, palestino e islâmico. Por isso não quer nem pode renunciar ao seu objetivo de eliminar Israel. E por isso Israel se vê forçado a se defender. Se não o fizesse, simplesmente deixaria de existir.
Como em toda a guerra, não faltaram os corifeus clamando aos céus por causa da desproporção da resposta militar israelense. Não sabemos o que propunham como alternativa, mas o que sabemos é que não apenas a atuação das Forças Armadas Israelenses, a IDF, tem sido escrupulosa em relação ao direito de guerra, mas também está sendo altamente eficaz quanto a discriminação de seus alvos.
Certo, em toda ação bélica existe o risco de causar baixas civis inocentes, mas, pelo que contam os observadores no local e a sacrossanta instituição das Nações Unidas, talvez menos de 10% das vítimas poderiam ser consideradas como vítimas inocentes. O resto, 90%, seriam membros e militantes do Hamas.
O que quer dizer, entre outras tantas coisas, que a execução dos ataques israelenses foi mais bem preparada do que as ações da OTAN no Afeganistão, por exemplo, onde a proporção de mortes por erro é bastante mais alta.
Em suma, Israel tem o direito de se defender e o faz da melhor forma possível, com justiça, legitimidade e proporção. Enquanto luta contra os terroristas de Gaza, permite que a ajuda humanitária flua até os palestinos da região.
E é preciso lembrar que, se hoje Gaza está na situação precária em que se encontra, isso se deve à péssima gestão dos líderes do Hamas, muito mais interessados em aterrorizar os israelenses do que em criar oportunidades para os seus eleitores.
Porque seria um erro estratégico pressionar Israel para que pare sua ofensiva agora? Por uma razão muito simples: porque acabar com os arsenais e os foguetes do Hamas não é suficiente e é isso o que os bombardeios da IDF têm feito até agora.
Foi Douglas MacArthur quem disse que "na guerra não há substituto para a vitória". Com a exceção da derrota, claro. E se há uma lição que devemos aprender com os conflitos inacabados ou mal-acabados, como a guerra de Israel contra o Hizbollah no verão de 2006, é que a ausência de uma vitória clara e visível, isto é, a ausência de uma vitória decisiva, se torna rapidamente uma derrota.
A sobrevivência do Hizbollah foi entendida pelos seus e por boa parte do mundo árabe como uma derrota israelense. Correto ou não, isso é o de menos. A imagem é o que importa. Por isso, acabar com os foguetes do Hamas não é suficiente. Deve-se retirar dele por completo o sentimento de vitória e, para isso, há que se conseguir com que eles desistam de seus planos.
Se a comunidade internacional dá esperanças aos dirigentes do Hamas de que se aguentarem um pouco, obrigarão Israel a parar suas ações, a única coisa que se estará fazendo é alimentar seu sentimento de vencedor. Pior ainda, se estará patrocinando diretamente os palestinos radicais em detrimento dos moderados, aqueles com quem se pode falar de uma solução pacífica para todos. Se o Hamas não sai derrotado politicamente, a Autoridade Palestina, seu presidente, Abbas, e o governo de Salam Fayyad é que sairão derrotados.
Se o Hamas não for derrotado, pode vir a ter força para tentar um golpe na Cisjordânia, similar àquele feito contra o poder em Gaza em 2007. Isso sim seria o final de todo o processo de paz. Se o contrário ocorre, se o Hamas sai claramente derrotado, será aberta uma nova oportunidade para que a Autoridade Palestina retome seu papel na faixa de Gaza, que é hoje, de fato, um Estado palestino separado.
Por último, não podemos esquecer que, apesar de Israel estar lutando para defender a tranquilidade das populações vizinhas a Gaza, a derrota do Hamas não só traria novas oportunidades para uma paz estável na região, mas também representaria um grave revés para os desígnios do Irão na região.
Nesse sentido, não podemos esquecer que Israel não luta apenas por sua segurança, mas também o faz pela nossa, europeus e ocidentais. Deter um Irã cada dia mais grande, irresponsável, provocador e às portas de se tornar uma potência atômica só pode beneficiar a paz internacional. Ou seja, nossa paz e nossa segurança.
*Rafael L. Bardají é membro sênior do GEES (Grupo de Estudos Estratégicos) e ex-conselheiro executivo do ministro da Defesa espanhol de 1996 a 2002. O GEES é um grupo de estudos independente com sede em Madri, Espanha, cujo foco de trabalho e pesquisa recai principalmente sobre a segurança internacional, os conflitos e o terrorismo.
January 11, 2009
Humanitarian aid update
(Communicated by COGAT - Coordination of Government Activities in the Territories, Ministry of Defense)
Since the beginning of the Israeli operation in Gaza:
806 truckloads (19,983 tons) of humanitarian aid have been delivered to Gaza, of which 435 truckloads were donated by international aid organizations and governments. Priority is given to humanitarian supplies in accordance with the needs raised by the international community and the Palestinian civil committee.
449 dual nationals were evacuated from Gaza.
3000 units of blood were donated by Jordan.
5 ambulances donated by Turkey.
5 ambulances transferred from the West Bank on behalf of the Palestinian Red Crescent Society.
34 people evacuated to Israel for medical needs, including two injured children.
Since January 7, 2009, the IDF is implementing a "humanitarian recess" for three hours on a daily basis, in accordance with the needs and the security situation in the area. Open contacts and a 24-hour "hot line" with the international organizations (UNRWA, ICRC, WHO, WFP, etc.) was established in order to evaluate and coordinate the humanitarian needs and requirements of the Palestinian civilian population. COGAT is also in contact with the Palestinian Authority, the Fatah civilian committee in Gaza and the Palestinian private sector in order to assess the humanitarian needs and requirements and to coordinate the entry of humanitarian products and merchandise into Gaza.
During this period of time:
The international organizations distributed humanitarian equipment and food in distribution centers for the civilian population.
Funerals were conducted.
Medical movement was coordinated.
Movements of international organization representatives were coordinated (for example, supplies to a school in Beit Hanoun that provides shelter, food supplies to the warehouses in northern Gaza).
Breakdown of humanitarian aid - as of Jan 11, 2009
| Tons | Number of trucks | Goods | Organization/ |
| 230 | 36 | Medical equipment & medicine supply, 5 ambulances and car equipment | ICRC |
| 3,177 | 169 | Food, Medical equipment & medicine supply, candles, generators | UNRWA |
| 2,903 | 105 | Food | WFP |
| 184 | 18 | Medical equipment & medicine supply | WHO |
| 109 | 6 | Medical equipment & medicine supply | UNICEF |
| 2 | 1 | Medical equipment | MSF |
| 6 | 1 | Medical equipment | MDM |
| 1,438 (2,124 blood units) | 59 | Food, blankets, Medical equipment & medicine supply and blood units | Kingdom of Jordan |
| 26 | 2 | Medical equipment, food, blood units | Greece |
| 674 | 23 | Food | Egypt |
| 180 | 13 | Medical equipment & medicine supply, 5 ambulances, food | Turkey |
| 10,042 | 435 | Total International community | |
| 9,941 | 371 | Medical equipment & medicine supply and food | Private sector |
| 19,983 | 806 | Total | |
| Palestinians' high-risk human shield tactic | |
|
Schoolgirls chanting their defiance of Israel were among the crowd that gathered to defend the two-storey home in the town of Beit Lahiya.
Along with the girls had come old men, neighbours and militants. All of them were ready to defy the Israeli air force. They were ready to put themselves in the line of fire. But they knew too that a similar human shield tactic had worked a few days earlier. The Israelis had backed off knowing that to strike would cause large numbers of civilian casualties which would, of course, have played very badly in the court of international opinion. For years Palestinians have been completely at the mercy of the Israeli air force. But they clearly believe that now they have found a weakness. If they know an attack is coming they can probably foil it by massing in the target zone. The Israelis can no longer expect to limit civilian casualties by calling ahead and clearing people out. 'David and Goliath' Of course the tactic is dangerous and it takes courage. Nobody rushing to a threatened home will know whether or not this time the Israelis will strike. But for Palestinians the new strategy has benefits way beyond protecting the odd target. The tactic is symbolically important and a propaganda coup. From militant leaders to schoolgirls, Palestinians can unite in confronting their enemy and the passive resistance of the human shields will be admired from around the world. The boys on the roofs, armed only with Palestinian flags and facing down war planes, are a David and Goliath image for the modern age. But nobody should imagine that the likes of Hamas are suddenly being won over wholly to the strategies of pacifism. If they possessed anti-aircraft guns, they would surely blaze away at the circling planes. |
Women acting as human shields aid escape of Palestinian militants
03 de novembro de 2006
By Richard Boudreaux and Rushdi abu Alouf
Dozens of Palestinian gunmen holed up in a mosque ringed by Israeli troops and tanks escaped today after the Israelis opened fire toward a group of women who were rushing toward the shrine to serve as human shields. Two of the women were killed on the third day of fighting in the Gaza Strip town of Beit Hanoun.
The dramatic end to the 15-hour standoff was a setback for Israeli forces that had stormed the town Wednesday to root out stockpiles of crude Kassam rockets and the militants who launch them into Israel. With Israelis occupying most of Beit Hanoun, the militants had taken refuge Thursday in the Nasir mosque and exchanged fire throughout the day and night.
Most of the gunmen belong to the armed wing of Hamas, the Islamist movement that governs the Palestinian territories. Israeli soldiers trying to force their surrender also hurled stun and smoke grenades at the mosque and knocked down one of its outer walls with a bulldozer late Thursday, weakening the entire structure, residents of the town said.
At that point, the militants devised an escape plan, according to Abu Ubaida, a Hamas spokesman. This morning, the Hamas radio station appealed to women in the town of 37,000 to converge on the mosque to protect the fighters, who Ubaida said numbered 73.
About 50 veiled women approached the shrine on foot on a wide street, shouting at the Israeli soldiers to leave Gaza. The soldiers turned from the mosque and opened fire. One woman died at the scene and another in a hospital several hours later, Palestinian medical officials said. Another 17 were listed as wounded.
An Israeli army spokesman said soldiers had spotted two male militants hiding among the women and fired at them. Footage filmed by Reuters and other news organizations showed no men in the crowd at the time.
In the ensuing melee, the crowd retreated, swelled to 200 and advanced again, pushing its way inside the Israeli cordon. The soldiers held their fire, witnesses said, and some of the women entered the mosque and guided the men out.
Ubaida told reporters that all the besieged militants had escaped unharmed, many by way of a hole connecting the mosque to an adjacent house. One of the women said they had brought in clothing to disguise the militants as females.
"It was a very complicated operation, but our fighters managed to survive and get out of town," Ubaida said.
The Israeli spokesman said the militants escaped in plain sight, protected by a crowd of women too numerous for the soldiers to control.
Shortly afterward, the mosque's roof collapsed.
Television footage of the scene was rebroadcast throughout the day across the Middle East, along with commentary in Arab media praising the women's courage. Several demonstrations against the Israeli assault were held in Gaza following Friday prayers.
"I salute the women of Palestine who led the protest to break the siege of Beit Hanoun," said Palestinian Prime Minister Ismail Haniyeh of Hamas.
An unarmed 17-year-old boy and a Hamas fighter were also killed today, bringing the death toll in the 3-day-old operation to 13 militants, 7 residents of Beit Hanoun and one Israeli soldier.
In Gaza City, three Hamas militants, including a senior commander, were killed today by an Israeli air strike on their car. In the West Bank, Israeli troops killed a Palestinian teenager and critically wounded a wanted Palestinian militant in an operation near the city of Nablus.
Israeli officials have said they expect the operation in Beit Hanoun to last several more days. It is the first takeover of an entire town since Israeli forces and settlers unilaterally withdrew from the coastal strip 14 months ago after a 38-year occupation.
The Israeli army began periodic, limited raids into Gaza in late June following the capture of one of its soldiers, who is still missing. The army said it targeted Beit Hanoun because it is the prime staging ground for daily rocket attacks on communities in southern Israel. The attacks have caused panic, property damage and six deaths in the last three years.
Israeli critics of the assault on Beit Hanoun said the civilian casualties would only deepen the cycle of Israeli-Palestinian conflict without stopping the rockets that have continued to rain on Israel this week from elsewhere in Gaza.
"Our leaders felt obligated to make a show of force, but it is not being effective," said Mossi Raz, a leader of the Peace Now movement in Israel. "All it is doing is causing more suffering and hatred among the Palestinians, provoking more violence against Israelis."
Peace groups said they planned to use Saturday'scommemoration of former Prime Minister Yizhak Rabin, slain 11 years ago, to protest the military operations in Gaza and call for renewed peace talks with the Palestinians.
Doubts about the Gaza operation also pervade the Israeli government, which is sharply divided over whether the army also should launch a full-scale re-occupation of the territory. The rockets are one element of an arms buildup by Hamas, which has been smuggling more sophisticated weaponry into Gaza through clandestine tunnels from Egypt.
Israeli officials have said there is no hope for peace talks as long as Hamas, which does not recognize the Jewish state, is running the Palestinian government.
Former Prime Minister Ariel Sharon, who championed last year's withdrawal from Gaza, was taken today to an intensive care unit after his overall condition and heart function deteriorated because of a new infection, said a spokesman for the Sheba Medical Center outside Tel Aviv. Sharon has been in a coma since he suffered a stroke in January.
boudreaux@latimes.com
Times staff writer Boudreaux reported from Jerusalem and special correspondent Alouf from Gaza City.
11 January 2009
High Level Meetings Ensure Ongoing Humanitarian Effort
(Communicated by Coordination for Government Activity in the Territories)
This morning a meeting was held between the Gaza Division Commander, Brigadier General Eytan Eizenberg, the head of the Joint Humanitarian Coordination Center, Brigadier General Baruch Spiegel, the Deputy Head of COGAT, Brigadier General Camil Abu Rukun as well as the commander of the Coordination and Liaison Administration, Colonel Moshe Levi and senior delegates of the International Committee of the Red Cross and UNWRA.
In the meeting working guidelines for humanitarian issues were agreed upon in order to increase and improve the cooperation and prevent mishaps between the organizations and the IDF. Also the IDF will work in order to assist the organizations in carrying out and improving their work vis-a-vis the civilian population in Gaza.
Following the above meeting and meetings held over the weekend between Major General, Amos Gilad, the Coordinator of Government Activities in the Territories, and UN bodies and the ICRC, shipments of humanitarian supplies on behalf of the organizations resumed today. Over the weekend a total of 132 trucks with 3339 tons of humanitarian goods were transferred. These goods included basic food commodities, medical supplies, electrical supplies for the Palestinian Energy Authority, a donation of approximately 1000 blood units from Jordan and a total of 42 truck loads for UN bodies.
Boa tarde,
Segue abaixo uma lista de vídeos sobre o Hamas. O primeiro, em especial, mostra abertamente que o objetivo do Hamas é aniquilar Israel e tomar o mundo e as Américas.
Também, enviamos anexos alguns documentos em inglês, sendo eles: um artigo de 2006 titulado de "Mulher que agia como escudo humano escapa de militantes", outro artigo de 2006 titulado de "Tática Palestina de alto-risco de escudos humanos", um comunicado de 11 de janeiro de 2008 titulado de "Reuniões de alto nível garantem entrada de ajuda humanitária" e o último comunicado também de 11 de janeiro dando atualizações acerca da entrada de ajuda humanitária em Gaza.
A Embaixada de Israel está a disposição para comentários, entrevistas ou esclarecimentos.
Atenciosamente,
Raphael Singer
Conselheiro/Porta-Voz
Embaixada de Israel
Tels: () / / / /
Fax: () /
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A SOLUÇÃO DE GAZA ESTÁ NAS MÃOS DOS PALESTINOS
por: TAWFIK HAMID - Escritor e médico, é muçulmano e autor de "Inside Jihad."
Depois de Israel lançar sua ofensiva militar contra Hamas, em instalações militares em Gaza, em resposta aos repetidos ataques a civis israelenses, as ruas árabes não perderam tempo e demonstraram com paixão sua oposição a Israel. Na Europa, muitos ocidentais também tomaram parte no protesto.
Como um muçulmano egípcio, agora vivendo nos Estados Unidos, eu me pergunto porque a rua árabe e seus apoiadores no Ocidente nunca mostram igualmente forte resposta contra terroristas islâmicos que alvejam civis inocentes mundo afora, explodem mercados inteiros, com civis de origem predominantemente muçulmana no Iraque, Paquistão, Sudão, Turquia, etc. Considerando-se que os ataques israelenses mataram cerca de 400 pessoas, maioria militante do Hamas, nos primeiros quatro dias, a atitude passiva do mundo muçulmano contra os terroristas representa extrema hipocrisia. Se eles realmente se importassem com vidas muçulmanas, deveriam ter demonstrado isso nos mesmos números e com igual veemência contra os islamistas que assassinaram centenas de milhares de seus concidadãos muçulmanos, para não mencionar o Hamas que abate membros do rival Fatah - mulheres e crianças incluídos.
Outra questão é: por que não vimos uma semelhante forte reação contra os terroristas que praticaram o mais recente atentado em Mumbai? Muitos indianos, ocidentais e judeus foram mortos. Mas não houve erupção espontânea e demonstrações de indignação na Europa, para denunciar os ataques, como no caso de Gaza. São essas vidas menos importantes que as dos palestinos? Onde está a o furor público organizado contra a matança lasciva de indianos e judeus?
Assistimos à queima de igrejas no Iraque, nas mãos dos jihadistas. Sabemos também que milhares de cristãos iraquianos fugiram porque os islamistas impõem sobre eles a tradicional Shari'a,. A escolha para os não-muçulmanos: converter-se ao Islã, ou pagar um imposto humilhante (jizzia), ou serem mortos. No entanto, não ouvimos qualquer coisa a partir das ruas árabes ou de seus apoiantes. Só o silêncio petrificante. As vidas palestinas valem mais do que as dos cristãos no Iraque?
Uma mentalidade tribal ainda governa o mundo muçulmano e não há qualquer vontade de demonstrar-se contra concidadãos muçulmanos, mesmo contra aqueles que tenham cometido grandes crimes contra outros muçulmanos. E a Europa é demasiado eviscerada para vir ao auxílio de vítimas cristãs dos "anti-infiéis".
Depois, há o velho anti-semitismo. É tão fácil demonstrar-se contra os judeus ou Israel e extremamente raro ver demonstrações de apoio às vítimas judaicas - vítimas como o rabino Gabriel e sua esposa Rivka, que foram selecionados para a uma tortura especial em Mumbai, pelos islamistas. Ele faz o "impulso" europeu de boa consciência apontar um dedo contra a suposta "agressão" de Israel para ajudar a minorar algumas das suas próprias culpas remanescentes .
O mundo muçulmano e os europeus que apóiam as manifestações contra Israel deveriam parar a tendenciosa reação, a qual cega e reflexamente apoia o Hamas e criminaliza Israel. Aqueles que se mostram contra a campanha militar em Gaza devem perceber que, se o Hamas tivesse parado de atacar Israel com seus foguetes, Israel não teria lançado o seu ataque. Se o palestinos tivessem se focado na construção de sua sociedade e não em destruir a sociedade dos outros, toda a região iria desfrutar da paz e prosperar. Se esses grupos palestinos reconhecessem o direito de Israel a existir, caso finalizassem o terrorismo contra os judeus e nutrissem um sincero desejo de viver em paz, eles terminariam o seu sofrimento. A solução agora está simplesmente na mãos dos palestinos - não na dos israelenses.
TAWFIK HAMID
Escritor e médico, é muçulmano e autor de "Inside Jihad."
Publicado no Jerusalem Post
http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1230733118401&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull
INFORME FIERJ 405 09-jan-2009
Desde o dia 29 de dezembro a FIERJ está trabalhando na resposta a avalanche de parcialidade contra Israel na mídia.
A tarefa não é simples, ainda mais quando a opção editorial de algumas das mídias é abusar do grotesto, abusar do sensacionalismo, utilizar a propaganda anti-israelense tradicional e atual e ignorar as verdades históricas e também os comunicados e materiais enviados oficialmente por Israel. Neste aspecto queremos destacar a cobertura balanceada oferecida ao Brasil pelos noticiários da Rede Record.
A FIERJ não trabalha sozinha e estão engajados nesta luta personalidades como os jornalistas Osias Wurman e Arnaldo Bloch, o historiador Paulo Geiger (ainda não colocado no site da Globo.com), o professor doutor Bernardo Sorj (coluna no Globo de hoje), a professora doutura Cláudia Prata Ferreira e muitos outros, não só aqui no Rio de Janeiro como no exterior. Também é importante a dedicação individual de diversos membros da comunidade judaica que respondem o anti-semitismo em listas de discução e denunciam os abusos aos moderadores destas listas.
No dia 29 de dezembro Osias Wurman já participava do Jornal da Record e você pode ver neste link do YouTube - Osias Wurman no Jornal da Record e no jornal Extra (ao lado)
Osias também participou da mesa de debates da Rádio Globo 1220 no início desta semana no "Manhãs da Globo", participantes: apresentador Jorge Luiz, profa. Roberta Barreto, dr. Luiz Eduardo Miranda. Oconteúdo completo também está no YouTube - Osias Wurman na Rádio Globo
A FIERJ também utilizou seu programa Comunidade no Ar, na Rádio Livre 1440 (terças as 15h) para com José Roitberg e Kim Spomberg, não só repudiar a nota oficial do PT em relação ao conflito mas para ler e explicar o racismo e anti-semitismo da Carta do Hamas de forma aberta.
Na quarta-feira no programa diário "Debates Com Carlos Bianchini", também na Rádio Livre (9h30 às 11h30), 40 minutos do programa foram dedicados a expor o horror da Carta do Hamas numa discussão encabeçada pelo professor Ricardo Moderno, presidente da Academia Brasileira de Filosofia, José Roitberg, dr. Condé (o papa da ginecologia no Brasil), deputado estadual João Pedro (DEM) e do radialista Carlos Bianchini. Toda a mesa também se pronunciou contra a nota oficial do PT. Estamos aguardando o áudio deste debate para colocar no YouTube.
O programa Entre Aspas da Globo News trouxe Fernando Lottemberg - secretário geral da CONIB e o deputado Said Mourad, ambos de SP pode ser visto neste link.
Para um acompanhando profundo e diário do conflito sugerimos esses dois Blogs:
Reinaldo Azevedo da Abril
Estudos Judaicos onde você vai encontrar centenas de links para notícias das mais diversas fontes, favoráveis e desfavoráveis a Israel e aos judeus nesta guerra.
Há uma matéria especial "O Outro Lado da Guerra" feita por pelo jornalista José Roitberg, uma verdadeira aula sobre o conflito e seus motivos dada pelo jornalista Osias Wurman, uma declaração exclusiva da ministra das realações exteriores de Israel Tzipi Livni e a palavra da FIERJ com a orientação comunitária pela nossa presidente Léa Pustilnic Lozinsky. Não perca.
No Outro Lado da Guerra vamos apresentar com imagens de alta qualidade os anúncios da TV Al-Aqsa do Hamas que precederam o ataque Israelense, a educação para ódio durante o conflito das crianças em programas infantís da TV Iraniana e do Hamas, vamos mostrar terroristas do Hamas sequestrando crianças na rua, a luz do dia para serem usadas como escudos humanos, o ministro das relações exteriores do Egito afirmando que o Hezbolah declarou guerra ao Egito e um clérigo egípcio que quer arrancar a cabeça dos judeus a dentadas, num programa de TV desta semana, entre outras coisas.
Também mostraremos com exclusividade no Brasil o pronunciamento de Tzipi Livni sobre a Guerra de Gaza que você já deve assistir antes, no YouTube, clicando aí no link anterior. Lembre-se que se tiver banda larga nossos vídeos podem ser asssitidos todos em Alta Qualidade desde o final de novembro.
Neste momento é fundamental um programa de TV forte e contundente ainda mais que todos precisam saber que o Comunidade na TV é transmitido pela CNT através da SKY para todos os estados menos SP, PR, SC e RS, portanto essa mensagem será vista na maior parte do Brasil, dentro de nossas limitações financeiras, é claro. Não há possibilidade de termos um programa em TV aberta nacional, pelo menos por enquanto.
COBRANÇAS DE ATUAÇÃO DA FIERJ
Temos recebido alguns emails e telefonemas criticando a falta de atuação no Rio de Janeiro. Quando dizemos que enviamos material pela internet, falamos ao rádio, vamos para nosso programa de TV as respostas sempre são: "ah, mas não tenho email, ah, mas não ouço o rádio, ah, mas não assisto o programa, ah, mas não leio esse ou aquele jornal. Bem, neste caso, nada podemos fazer. Nossa atuação é de um alcance muito maior que todas as outras insituições judaicas e federações exatamente pela nossa presença constante em nossas mídias próprias no rádio e TV abertas e participação em programas das mais diversas emissoras, diferente de outras que podem apenas contar com suas malas diretas locais. Neste momento estamos falando com a comunidade brasileira o que é muito mais importante do que falar apenas com a comunidade judaica no Rio de Janeiro.
Em relação ao excesso que estamos presenciando em jornais, revistas semanais, rádio e TV é preciso deixar claros alguns pontos:
1) O Estatuto da Criança e do Adolescente é uma legislação do Brasil e se aplica somente à crianças brasileiras aqui. Sabedores disso os mais diversos editores estão passando da linha da decência ao expor até nas primeiras páginas fotos de crianças mortas, crianças feridas e até mesmo fotos montadas. Se for um criminoso brasileiro, assassino de menos de 18 anos, o Estatuto protegerá sua identidade e não nos protegerá dele, sob penas severas à mídia que o expuser.
2) Após a derrubada de 22 artigos da Lei de Imprensa pelo STF no início de 2008, "Calúnia e Difamação" constam apenas do Código Penal. Ambos são de ação individual: caluniar alguém, difamar alguém. O que permitia o pedido de "Direito de Resposta para quem se sentir ofendido" por alguma coisa publicada em qualquer mídia, apesar de não ter sido revogado pelo STF caiu como consequência automática dos artigos revogados. Como o direito de resposta era relativo à calúnia e difamação, não exisitindo mais estas duas, não há mais o direito, pela Lei de Imprensa. Ainda não houve uma disputa definitiva em relação a este aspecto no STF. Enquanto não houver decisão pela manutenção do direito ou pela sua concreta revogação, ele não vale.
Portanto estamos num momento de liberdade total de imprensa onde a verdade e a decência, que possuiam uma tênue defesa, uma leve ameaça de processo se não fosse concedido o direito de reposta foi posta de lado. É difícil entender isso. É difícil entender que se pode falar e escrever as maiores barbaridades com a certeza da impunidade. Mas é isso que ocorre agora. Para exemplificar, citamos uma manchete que nada tem a ver com a guerra, desta semana, do jornal Meia Hora, do RJ. "Mamataram o Gagaguinho". É extremamente ofensiva, mas como a ofensa é individual e o ofendido morreu, há a certeza do jornal que não há mais o direito de terceiros, nem mesmo familiares do falecido fazerem qualquer coisa a respeito.
Israel avisou os palestinos de Gaza por 15 dias antes do ataque
Desde o dia 12 de dezembro os rádios e TVs que são pegos em Gaza divulgaram mensagens constantes cujo teor principal era: evacuar as casas onde armas e explosivos eram armazenados; evacuar as casas usadas para camuflar as entradas dos túneis de contrabando; os moradores das periferias deveriam se deslocar para o centro das cidades e para os residentes atenderem estes pedidos e evitarem interagir com os terroristas. Desde o dia 12 essas transmissões continuam. Isso começou 15 dias antes do ataque.
Do dia 28 a 5 de janeiro, a aviação israelense lançou 1.300.000 folhetos em árabe com estas instruções sobre as áreas povoadas da Faixa de Gaza.
No dia 27, antes do ataque, o IDF deu cerca de 20.000 telefonemas que foram atendidos (o número de não atendidos não foi revelado) com rápidas instruções de 30 segundos aos residentes de Gaza. No dia 29, mais 10.000 telefonemas similares foram antendidos em Rafah.
Por sua vez o Hezbollah mandou mais de 30.000 torpedos de celular para cidadãos israelenses com a ameça de matança e de reduzir as cidades de Israel a pó.
O que fazer nos fóruns de discussão de notícias, Orkut etc?
Todos estes sistema possuem claramente indicadas ferramentas para denunciar um comentário como ofensivo, racista etc. Ao encontrar algum, cada um que o encontrar deve acionar esta ferramenta e denunciar a ofensa ao moderador do fórum. Em alguns, como o do Emir Sader, evidentemente e denúncia será vazia, pois nada vai ferir as normas de conduta anti-semitas por lá, tanto que continua no ar um comentário de um indivíduo que chega ao ponto de exigir que o governo brasileiro exproprie imediatamente todas as propriedades e bens dos judeus no Brasil e entregue o dinheiro para os palestinos em Gaza...
Ilan Pappé e Globo News
por José Roitberg
Repudio o uso feito pelo canal Globo News que nos últimos dias repetiu diversas vezes o programa Milênio, edição de 19-mai-2008, na época produzida intencionalmente como agressão as comemorações dos 60 anos de Israel - repudiada da mesma forma na época- e trazida, com nova introdução como "uma forma de entender o conflito atual", para os dias de hoje. Silio Boccanera e a Globo News deram na época e agora amplificaram o espaço para um revisionista judeu, tão pernicioso e anti-semita quanto os revisionistas nazistas.
Ilan Pappé, serviu o exército isralenese como convocado na Guerra do Yom Kippur e a partir de sua vida acadêmica na Universidade Hebraica de Jerusalém passou a se dedicar ao revisionismo da história moderna de Israel.
Em 2006 lançou o livro "Limpesa Étnica da Palestina" onde desfila um emaranhado fantasioso de fatos determinando que os judeus não só matavam "palestinos" desde antes da criação de Israel como o fazem diariamente como política de Estado e desejo nacional dos judeus. O livro também define que os árabes sírios e jordanianos que viviam na Palestina do Mandato eram palestinos enquanto os judeus que vivam no mesmo território não eram palestinos, mas apenas judeus, já estrangeiros naquela terra.
O livro afirma de forma mentirosa que os "palestinos" nunca atacaram judeus antes de 1948, ignorando todos os massacres (pogroms) promovidos a partir dos anos 1880.
O livro é anti-semita, a sua divulgação na TV também é. Pappé foi processado em Israel por pessoas citadas em seu livro, perdendo os processos. Em uma de suas respostas, o próprio autor, judeu, anti-semita, diz: "Meus livros contém erros de datas, nomes e números... Nós devemos tentar minimizar isso... Todavia isto não deve ser apontado como parte de uma ideologia ou base de um ataque..." A mentira repetida pela Globo News chega ao ponto de apresentar o livro como tendo sido escrito em 2008 para os 60 Anos.
Illan Pappé era professor da Universidade de Haifa e Oxford. Em 1999 foi o sétimo candadito da lista eleitoral do Partido Comunista em Israel (Hadash). Suas posições abertas e públicas são: contra o sionismo; contra a solução dos "dois estados", pretendendo apenas um estado laico; apoia abertamente o Hamas. Em 2007 como cidadão Israelense e professor doutor em Haifa, assinou a declaração inglesa de boicote político e acadêmico contra Israel, contra as universidade isralenses e contra os professores israelenses, tendo sido demitido de Haifa e indo se estabelecer na Inglaterra na Universidade de Exceter onde continua exercendo sua divulgação anti-semita. Desde então acusa a direção de Universidade de Haifa de "perseguição e demissão injusta."
Não estranhem meu uso do termo "judeu anti-semita", pois mesmo poucos, eles existem, da mesma forma que existiram judeus facistas em cargos relevantes no governo de Mussolini até os seus acordos com Hitler. Ao mesmo tempo que oferece 40 minutos para revisionismo racista, o canal edita as participações de analistas e comentaristas judeus e deixa correr soltas, sem edição as dos que se opõe a Israel e se opõe aos judeus.
José Roitberg é diretor de Comunidade na TV
Publicado no Jornal do Brasil em 09 de janeiro de 2009.
O conflito do Hamas em cores
Giora Becher, Embaixador de Israel no Brasil
O mundo livre ficou chocado quando terroristas explodiram trens e um ônibus em Londres e Madri, e transformaram os dois prédios mais altos do mundo em uma pilha de detritos, em Nova York. Todos concordaram que deveria existir uma cooperação internacional conjunta dirigida a ataques terroristas perpetrados por fanáticos islâmicos. A operação de Israel na Faixa de Gaza faz parte da luta mundial contra o terror. Os israelenses têm o mesmo direito básico dos cidadãos de São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília de viverem em segurança em suas cidades e lares, sem estarem expostos aos perigos de foguetes que possam "cair sobre eles" a qualquer momento.
Onde quer que os israelenses estejam, têm meros 15 segundos para correr com suas familias até o abrigo mais próximo e salvar suas vidas. Por oito longos anos, a cidade de Sderot, localizada a apenas 4 km de Gaza, tem vivido assim. Um quarto da população da cidade já saiu. Vocês estariam dispostos a viver sob estas condições, dia e noite, por oito anos, alvos de projéteis lançados pelo Hamas? O povo palestino não é nosso inimigo. Eles são nossos vizinhos. Queremos realmente "construir pontes" de diálogo e esperança de um futuro melhor com os palestinos.
O Hamas é nosso inimigo. Esta é uma organização terrorista islâmica violenta, membro do eixo radical Teerã-Hezbolá. Com sua linha dura de aderência a uma doutrina religiosa extremista, eles não querem fazer nenhum compromisso e não respeitam nenhum acordo. Seu objetivo declarado é o de eliminar o Estado de Israel e assassinar todos os seus cidadãos. O Hamas já explodiu ônibus lotados de passageiros em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. O Hamas enviou terroristas suicidas para assassinar centenas de israelenses em muitos locais. Como vocês agiriam se uma organização terrorista brutal fosse enviada para matar civis e crianças em seus restaurantes e ônibus? Além do mais, o Hamas não é apenas inimigo de Israel, mas inimigo de todos os árabes moderados.
Pouco tempo atrás, quando o Hamas tomou Gaza à força, seus homens não se importaram quando jogaram seus opositores políticos, que apoiavam a Autoridade Palestina, do alto de prédios. Muitos foram mortos pelo fogo do Hamas, enquanto o poder era tirado das mãos do presidente Abbas. Os palestinos moderados conhecem a amarga verdade sobre o Hamas. Eu gostaria que vocês soubessem a verdade também. O Hamas é uma encarnação do pior pesadelo da região. Ele não representa o desejo nacional palestino de independência, porque se opõe à "solução de dois Estados", isto é, um Estado israelense e um palestino vivendo lado a lado em paz e segurança. Ao invés disto, defende a idéia de um Estado islâmico fanático que seria estabelecido sobre as ruínas do Estado judaico. O objetivo do Hamas não é estabelecer um Estado palestino e nunca foi. Pelo contrário, seu objetivo é a destruição do Estado de Israel, pura e simplesmente. Se uma organização terrorista quisesse a destruição de seu país como condição de parar com a agressão violenta, vocês balançariam a cabeça e diriam: "amém"?
No verão de 2005, Israel retirou-se de Gaza completamente. Aos palestinos foi dada uma histórica oportunidade de mudar seu destino e fazer com que Gaza se tornasse um milagre econômico, nacional e cultural. Com uma ajuda internacional maciça, eles poderiam ter transformado Gaza em um paraíso. Mas o Hamas tomou o controle e transformou Gaza em um antro de terrorismo e opressão. Ele violou todos os acordos de cessar-fogo com Israel, contrabandeou foguetes fabricados no Irã através de túneis na fronteira e ignorou as necessidades humanitárias básicas da população civil palestina. Qual é a fórmula certa para responder ao fogo direcionado contra suas casas com o intuito de te matar? Seria certo responder com 8 mil foguetes direcionados às casas dos atacantes? Qual é a aritmética moral correta? O Hamas dispara contra nossos civis a partir de seus esconderijos entre sua própria população civil. Eles se encolhem entre crianças, em mesquitas e hospitais, esperando que Israel responda para que possam posar de vítimas na imprensa mundial. Israel sabe lidar com isto bem melhor do que qualquer exército no mundo, que já se encontrou em circunstâncias bem menos difíceis.
Há aqueles entre a mídia mundial que caem facilmente nas armadilhas de falsas fotos. Peço que não sejam convencidos. Apesar da luta contínua, Israel se esforça para transferir ajuda humanitária para Gaza. Quase todos os dias, aproximadamente 80 caminhões descarregam toneladas de alimentos e medicamentos nas passagens da fronteira para serem transportadas até Gaza. A Força Aérea de Israel investe esforços tremendos para evitar atingir civis. Em suas reuniões, 80% do tempo são dedicados a discutir maneiras de atingir alvos terroristas conhecidos sem atingir civis inocentes, como jogar folhetos do ar dizendo aos residentes quais áreas estão para ser bombardeadas. Vocês conhecem qualquer outra Força Aérea no mundo que toma tais medidas em tempo de guerra? Nosso pessoal telefona para casas em Gaza, avisando aos civis inocentes o que está para acontecer com um prédio que aloja um quartel general do Hamas ou armazena foguetes. Apesar de todos os nossos esforços, nem sempre obtemos sucesso.
As casualidades civis são profundamente sentidas. Erros ocorrem até em tempos de paz, quanto mais na guerra. Nossa guerra contra o Hamas tem o objetivo de proteger as vidas de nossos cidadãos que moram no Sul de Israel, mas é bem mais do que isso. Pode proteger o processo político e a chance de paz entre Israel e os palestinos, chance esta constantemente "torpedeada" pelo Hamas. Tem também o intuito de evitar que esta região caia em um abismo de fanatismo e hegemonia iraniana. É parte da luta legítima contra o terrorismo e extremismo assassino. Se vocês se colocarem por um momento em nossos lugares e entenderem as dificuldades passadas pelos israelenses, vocês poderão ter um retrato colorido da situação real.
Edição de 09/01/2009
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Sobre O Bom E O Péssimo Jornalismo
Nada poderia ser mais didático. Reunimos em um só comentário, o vídeo da Fox News que nos traz um âncora corajoso, que sabe que ouvir os dois lados não significa ter que deixar mentiras grotescas passarem batidas; e de outro lado a mais nova armação da France 2, que já foi condenada por um tribunal de Paris por exibir durante a Intifada um filme falso sobre a atuação israelense no conflito. Entre os dois, a honestidade intelectual e as dúvidas de Barbara Gancia em sua coluna, que vale a pena ser lida.
Só para aproveitar o gancho, apresentamos dois vídeos chocantes: um que demonstra como é feita a educação das crianças palestinas para o ódio e o outro, onde um membro do Hamas mostra até onde pode se ir para fazer de uma criança um escudo humano.
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No 11º dia de bombardeio na Faixa de Gaza, o número de mortos já passa dos 630, a maioria civis palestinos.
"Uma maneira de perceber que não somos contra o povo palestino é observar que, a cada dia, a ajuda humanitária vai de Israel para os palestinos da Faixa de Gaza. Queremos ajudar o povo palestino, que sofre do mal da organização terrorista Hamas", comentou o embaixador.
Giora Becher minimizou as declarações do assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que caracterizou a ação militar sobre Gaza como uma forma de "terrorismo de Estado". "Não é posição oficial do Brasil definir a nação israelense como terrorista de estado. Não sei quem definiu esta situação como terrorismo de Estado. Digo que não é, de nenhuma maneira, terrorismo. O único terrorismo que existe em nossa região é o terrorismo do Hamas, que ataca civis israelenses", reagiu.
"É importante esclarecer que a luta contra o terrorismo não é uma guerra contra o povo palestino. É uma guerra contra os terroristas do Hamas, uma organização terrorista que não reconhece o direito de Israel existir no Oriente Médio e quer expulsar todos os israelense de nosso país. Essa organização terrorista, o Hamas, decidiu atacar os cidadãos israelenses em seu país. Um milhão de israelenses foram atacados na medida em que não podiam viver pacificamente, ir às escolas , às compras, nada. O governo de Israel não teve outra alternativa a não ser lutar contra os terroristas do Hamas", disse.
O embaixador também reagiu às críticas feitas a Israel por adotar uma ação militar desproporcional aos ataques do Hamas, que lançou foguetes de Gaza contra a população do sul de Israel. "Não entendo que é uma ofensiva desproporcional. O que é ser proporcional, quando meio milhão de israelenses estão debaixo de ataques diários de foguetes do Hamas? O que o governo de Israel deveria fazer? Lançar foguetes contra os centros da população palestina, causando milhares de mortos?, questionou. "A reação israelense foi tomada depois de muita reflexão do governo e creio que é proporcional à situação que tínhamos depois que os terroristas do Hamas romperam o cessar-fogo."
De acordo com o embaixador, uma trégua na região só será possível se houver garantia internacional de cessar-fogo permanente. Esse cessar-fogo, na opinião de Giora Becher, passa, por exemplo, pela garantia que países como os Estados Unidos e outros da Europa Ocidental não tolerem que o Hamas volte a ser alimentado com armamentos e foguetes vindos de países do Oriente Médio, como o Irã, por exemplo.
"O que queremos não é outro cessar-fogo que os terroristas do Hamas possam romper a qualquer momento. O que necessitamos é uma garantia internacional que seja um cessar-fogo para sempre e que nossa população no sul do país viva em paz para sempre. No passado, tivemos um cessar-fogo que era rompido, a qualquer momento, pela organização terrorista Hamas. Não queremos voltar a essa situação", afirmou o embaixador.
"Queremos a garantia de que, depois do cessar-fogo, os terroristas não vão voltar a receber armamentos e foguetes do Irã e de outros países e lançar, de novo, ataques contra Israel. Teremos que receber esse tipo de garantia da comunidade internacional e de nossos amigos da Europa Ocidental e, é claro, dos Estados Unidos e dos países do Oriente Médio", assinalou.
O embaixador disse ainda que acredita no apoio norte-americano a Israel, mesmo depois da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo dia 20. "Esse apoio vai continuar, porque não é uma questão de partido nos Estados Unidos. Os dois principais partidos, o Democrata e o Republicano, apóiam o povo de Israel. Espero que o novo presidente continue com esse apoio."
Giora Becher negou ainda que a ofensiva contra Gaza faça parte da estratégia eleitoral do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. "Não é verdade. Não creio que nenhum político de Israel decidiria sobre uma questão de guerra pensando em eleições. A situação em Israel realmente pediu uma resposta militar. Todos dentro do governo estão a favor da operação militar, assim como a oposição e também a maioria da população."
Mudar as palavras
Publicado na Folha de São Paulo de 06/01/2009
Por: João Pereira Coutinho
Imaginem o Brasil atacado por potências, que desejavam aniquilar cada um dos brasileiros........
ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
jpcoutinho@folha. com.br
"Nós teremos a paz com os árabes quando eles amarem as crianças deles mais do que nos odeiam" (Golda Meir, EX-PRIMEIRA MINISTRA DE ISRAEL)
As vozes do bom senso estão abafadas nesse Brasilzão de 190 milhões de técnicos e analistas políticos, embebidos na solidariedade cínica que derrama de fontes ocidentais. O humanismo politicamente correto passou dos limites. Está ocupando um território que nunca foi seu, o da verdade factual.
São as caras e bocas do William Wack contorcendo-se em boletins que se pretendem imparciais. É o âncora da Record News socorrendo-se no aval acadêmico de Osvaldo Coggiola, historiador trotskista da USP, para explicar o conflito - e o professor explica tocando o terror: '700 mil palestinos expulsos em 48', 'colaboração do Mossad à subida do Hamas' e outras panfletarices que dão um arrepio nas vísceras, um soco no estômago seguido daquela dor de injustiça. O Lucas Mendes abre o Manhattan Connection com suas provocações superficiais e precipitadas ao Caio Blinder; e a Ana Mélia Lemos, com a estratégia jornalística de recorrer a citações para falar o que não pode, sugere que, lá vamos nós, 'em nome do Holocausto, Israel busca passe-livre para perpetrar crimes contra humanidade...' E aí vêm aquele enjôo e eu o deságuo nesse texto aqui.
Se você está sem saco, sem tempo, não gosta de textos prolixos e pretensamente irônicos, vá direto ao fim. Lá eu coloco uma porção de links elucidativos, que serviram como base de lançamento às linhas subseqüentes.
Caso contrário, continuemos.
Faz 8 anos que o Hamas dispara foguetes aleatórios e indiscriminados ao sul de Israel. As contagens apontam para algo entre 6.500 e 8.000 Qassans despejados sobre a rotina do Neguev. A partir de 2005, quando Israel saiu de Gaza, os números aumentaram em 600%. Uma única cidade, Sderot, foi atingida 2.500 vezes. Inclusive durante o suposto cessar-fogo, 215 Qassan, invisíveis à opinião pública mundial, alvejaram a região.
Israel só teve uma coisa a fazer, revidar.
O revide é este, dos jornais e da TV. Centenas de mortos, a maioria deles terroristas. Há os civis, mas há também o consenso de que os terroristas não se constrangem em usá-los como escudos. É uma das táticas do belicismo ideológico: barganhar a compaixão humanitária. O maniqueísmo do fraco-contra-o-forte manipula os corações e os discursos levando-os a ignorar as reais razões do conflito. A soberania israelense, o direito de responder à agressão, a aspiração a uma vida segura – tudo isso é olvidado em prol de uma solidariedade oca. Como muitos dos desejos de paz que trocamos no fim de ano, as manifestações pacifistas ao Oriente Médio são, com recorrência, vazias.
Vamos a algumas delas:
'A reação de Israel é desproporcional'
Pedem uma reação proporcional, como se imbróglios geopolíticos devessem ser resolvidos com calculadoras matemáticas. A idéia de proporcionalidade em guerras é uma manobra absurda, promovida pelo imaginário da solidariedade internacional. O que querem, que Israel pegue os Qassam e dispare de volta? Uma guerra café-com-leite? 'Só vale míssil chinês de fabricação barata!' Na verdade, se a resposta de Israel fosse proporcional às intenções do Hamas, ela implicaria a aniquilação da Faixa de Gaza – que é a situação equivalente ao que objetiva o fascismo islâmico: acabar com Israel.
'As forças são desiguais e, por isso, a guerra é injusta'
Na mesma lógica da guerra café-com-leite, Israel, aqui, é culpado por suas virtudes. Saber se defender é mau. Humano e ético é lançar foguetes desordenados e homens-bombas envoltos em bandeiras. A premissa é simples: não importa se você está atacando ou revidando, basta que tenha um razoável contingente de civis mortos para arrecadar a piedade global. O alegado humanitarismo parece pedir: 'dêem-nos algumas crianças israelenses mortas, que em troca daremos um pouco de sensibilidade'.
'Por que Israel implica tanto com o Hamas? É um partido legítimo, eleito democraticamente pelo povo palestino.'
Hm, sei....É o que dizem. Dizem também que correu com o Fatah na bala. Com ou sem picaretagem nas urnas, o Hamas nunca escondeu que o conflito armado contra Israel era parte da sua plataforma eleitoral. Prometido e cumprido. Para bom entendedor, meia bomba basta (que dirá 8 mil): foram declarações de guerra diárias e insistentes. Ao eleger uma alternativa política (política?) notória pelo terrorismo e pelo objetivo expresso de criar um estado islâmico em todo o Oriente Médio, com o bônus da dizimação israelense, os palestinos de Gaza escolheram as armas, o embate. O processo pode ter sido democrático. Mas resultou na supremacia de grupos teocráticos e autoritários por excelência. A questão não é a cracia preferida pelos palestinos. È que essa preferência não interfira na segurança israelense.
'Israel é genocida, cruel e promove uma limpeza étnica nos territórios'
Aqui o furo é mais embaixo (igual aos túneis cavados na fronteira do Sinai, por onde contrabandeiam armas ao Hamas). É a analogia desonesta, que justapõe israelenses e nazistas. Ela não é apenas equivocada, é vulgar e constrangedora como, de toda forma, a posição assumida pelo ocidente civilizado em relação ao Oriente Médio. Na história do conflito árabe-israelense, morreram por volta de 60 mil árabes, nem todos palestinos. A França (baluarte da demagogia solidária) matou 500.000 muçulmanos na Guerra de Independência da Argélia; número similar resultou da invasão soviética no Afeganistão, e os russos de novo contra os chechenos (de 80 a 300 mil vítimas), sem contar os milhões de muçulmanos mortos por muçulmanos em conflitos étnicos, revoltas separatistas, guerras civis na África, Ásia e Oriente Médio (2 a 3 milhões no Sudão, 550 mil na Somália, 1,5 milhão em Bangladesh, mais de 2 milhões entre Iraque e Irã…só que o mundo não quer saber deles). Pelo tempo de duração (já que gostam tanto de proporção), o árabe-israelense é um dos conflitos menos fatais da história recente. Aliás, perguntemos: quem tradicionalmente declara as guerras, empunha armas reclamando sangue? Ok, tiremos aí a Guerra dos Seis Dias (de caráter preventivo, já que os exércitos do Egito, Síria e Jordânia estavam aquecendo os tanques para a invasão). Em todas as outras, a primeira bala, foguete ou mártir foi disparado pelo lado árabe.
A comparação com o nazismo nada tem a ver com a realidade. É uma manobra antissemita (a palavra mudou e suas aplicações também se transformaram) que, como frisou o Reinaldo Azevedo, numa tacada só, subverte tudo - maximiza as ações israelenses, minimiza o Holocausto, estabelece uma relação infundada entre os dois contextos históricos e agride moralmente todos os judeus.
'...E os territórios, o prometido estado palestino, os refugiados e a miséria em que vivem?'
O problema é que, na essência, muitos dos críticos de Israel desconhecem o direito à sua existência. Para eles, Israel será sempre um país ilegítimo. Contra Israel, tudo é válido, afinal o inválido nessa história é Israel. Bom, com esses não temos o que discutir.
Partindo do direito à existência de Israel, vamos a contra-argumentos resumidos - na medida do possível -, para não levar o dia todo nisso.
Sobre os territórios, temos o sul do Líbano e a Faixa de Gaza que foram desocupados, devolvidos, e a consêquencia foi o crescimento da violência. À devolução do sul libanês, o Hezbollah respondeu com Katyushas, sequestros de soldados e provocações deliberadas. À desocupação de Gaza, o Hamas respondeu com Qassans, Qassans e, pra não perder o costume, Qassans. Israel teve que voltar a esses territórios e guerrear. A mensagem é clara. Uma Palestina livre precisa também ser livre de terrorismo.
Os refugiados. Sem meias-palavras: os maiores responsáveis por eles são os países árabes vizinhos. Motivos: foram eles que declararam a Guerra de Independência, conflito que originou o problema; foram eles que conclamaram milhares de palestinos a abandonarem suas casas para lutar junto à Liga Árabe; são eles que, até hoje, agem dubiamente, esquivando-se de oferecer soluções concretas para a situação dos refugiados, pois não abrem mão do valor simbólico e estratégico que a causa palestina oferece a interesses islâmicos – o poder de barganha, o combustível nacionalista, o elemento unificador.
Israel tem sua parcela de responsabilidade, mas, ao participar de soluções para o problema palestino, não pode criar novos entraves à sua existência. A 'lei do retorno' é um delírio. A história recente apresenta milhões de refugiados, explusos, migrantes de guerras – nos Balcãs, na Turquia, na Europa Ocidental, em Chipre – que foram incorporados em novas regiões, configurando novos formatos nacionais e étnicos, comprometidos com o equilíbrio geopolítico. Os que defendem a 'lei do retorno', ao final, defendem dois estados árabes na região.
Sobre a propalada miséria palestina, os números dão um descanso às palavras. Desde o Acordo de Oslo, os palestinos, por meio da OLP, ANP, UNRWA, receberam mais de 5,5 bilhões de dólares em doações internacionais – isso sem contar os afluxos informais de países árabes aos grupos terroristas. Uma ajuda 15 vezes maior que a recebida pelo Iêmen, país com carências históricas. Nos ciclos de trégua dos anos 90, o PIB per capita palestino beirou 2.000 dólares, e à economia palestina mostraram-se nítidas perspectivas de prosperidade. Mesmo em 2003, quando as contribuições diminuíram em função do início da segunda intifada, os palestinos apareciam no ranking de desenvolvimento da ONU em posição intermediária, superior a Síria, Egito, à maioria das nações africanas (inclusive África do Sul) e muitas sul-americanas. É sabido que a economia palestina não se desenvolveu porque não houve projeto, organização e, pode-se arriscar, interesse das autoridades para isso. E, acima de tudo, porque os líderes não abriram mão do terrorismo. Ao passo em que o povo era abastecido com ressentimento, fanatismo, armas e ilusões, Arafat acumulava em seus cofres, à base de corrupção e desvio de doações, a quantia da qual desfruta hoje sua viúva – estimada, por baixo, em 1 bilhão de dólares. O mais irônico: os EUA estão no topo dos países doadores à causa palestina – 1,3 bilhão -, à frente da União Européia e da Liga Árabe.
***
Como se vê, a questão congrega fatos distorcidos, desinformações que vão se enraizando, mitificando-se no imaginário coletivo. Comentaristas ingênuos, antissemitas dissimulados e humanistas desaparelhados misturam-se num caldo ideológico intrigante. Intelectuais, jornalistas, políticos e ativistas anônimos jogam no almoxarifado da correção humanitária o apoio incondicional aos palestinos - não importa quando, como, nem por quê. Por percursos histórico-politicos complexos, o antissionismo reuniu a direita e a esquerda, trazendo consigo uma leva dos que estavam no meio, e em todos os cantos. As revoluções dos extremismos fracassaram, mas restou a luta contra o império americano, seu aliado judeu e os Sábios de Sião que, decerto, ainda controlam os destinos do mundo em salas só suas (talvez bunkers…). E o bombardeio de imbecilidades raivosas e asneiras improdutivas não dá trégua.
E você aí se perguntando aonde eu pretendo chegar!
Compilei aqui uma série de idéias, dados, fatos e pontos-de-vistas que não são apenas meus – talvez de maneira desordenada e excessiva, porque a situação não oferece muito tempo. É que me importei menos com a atratividade do texto, e preferi jorrar informações e contra-argumentos úteis. Suponho que, pra alguns, nada disso seja novidade. Que outros não sabiam de nada, e continuam sem saber, porque cochilaram no meio da leitura. Que alguns outros desistiram de ler ao perceber o tamanho da barra de rolagem. Aos que restaram, espero que esses parágrafos valham a pena.
Poderíamos nos juntar aos que tiram o corpo fora: - Pois é, os dois lados são insanos! Isso nunca vai ter fim! Violência gera mais violência!...Mas de retórica vazia e boba, as ruas de Londres e Toronto já estão cheias. Na vida real, a paz não se constrói apenas com discursos comiserados. Então você pensa: ah, deixa a opinião pública falar, Israel sabe se virar sozinho. E não é bem por aí. Os ataques da opinião pública também ferem. A história nos traz diversos casos em que os microfones e as universidades silenciaram a despeito de injustiças e agressões irreversíveis; não é conspiracionismo, nem alarmismo: fontes embasadas afirmam que Israel nunca viveu momento tão perigoso. É o Hezbollah com foguetes de maior alcance (talvez cheguem a Tel Aviv), o Irã com seu programa nuclear, o Hamas com sua obstinação jihadista – e o resto do mundo a incentivá-los com sua munição ideológica, vestida de compaixão.
Acredito, sinceramente, que também podemos revidar – e que isso pode fazer diferença. Por revidar, entenda buscar informações sobre o conflito (não significa apenas assistir ao Jornal Nacional), tentar compreender, mesmo que minimamente, os contextos. Argumentar, debater, mandar emails, não deixar exageros e inverdades passarem sem resposta. Falar, discutir, escrever, tomar a frente dos fatos. Tudo isso está valendo.
Não adianta fazer de conta que não é contigo, porque é com todos nós.
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Referências e links.
Os melhores textos sobre o assunto, no jornalismo brasileiro, estão sendo escritos compulsivamente pelo Reinaldo Azevedo, articulista da Veja. Se você se interessa sobre o assunto, leia-os, todos, de cima a baixo.
http://veja.abril.com.br/
O mais abrangente e elucidativo: http://veja.abril.com.br/
Sobre a patrulha antissemita na internet: http://veja.abril.com.br/
Sobre a guerra ideológica: http://veja.abril.com.br/
Três textos centrais para o entendimento de mitos que preenchem a causa palestina. Escritos por Ben Dror Yemeni, colunista de centro-esquerda do jornal Ma'ariv, traduzidos por Nuno Guerreiro Josué, do blog Rua da Judiaria.
Texto 1: http://ruadajudiaria.com/
Texto 2: http://ruadajudiaria.com/?p=
Texto 3: http://ruadajudiaria.com/?p=
Em inglês, o jornalista Tom Gross oferece boletins constantes e acurados sobre Oriente Médio, Israel, antissemitismo, jihad global, desinformação jornalística e aí segue.
http://tomgrossmedia.com/
Sobre a moralidade do conflito: http://www.aish.com/
A operação talvez cesse em alguns dias, mas a jihad trabalha 24 horas. Jihad watch monitora os movimentos islamofascistas pelo mundo:
http://www.jihadwatch.org/
E por aí há muito mais. Da mesma maneira com que reproduz preconceitos e equívocos, a internet oferece fontes alternativas à suposta parcialidade de CNN, Reuters, BBC e cia. Basta procurar.
abraços a todos.
Rafael Kasper.

Esforço Humanitário elogia as operações terrestres
6 de janeiro de 2009
Hoje pela primeira vez desde o começo das operações terrestres na Faixa de Gaza, foram abertas passagens para a entrada de ajuda humanitária. O esforço humanitário, que é um componente complementar da operação militar, facilitou a entrada de 49 caminhões carregados de ajuda humanitária. Esta ajuda consistia de alimentos básicos, remédios e equipamentos médicos. Nesta data, o W.F.P. (Programa das Nações Unidas para Alimentos), voltou a entregar alimentos e medicamentos na Faixa de Gaza, após um recesso de dois dias. A passagem de Kerem Shalom também foi aberta para a entrada de 80 carregamentos de ajuda humanitária.
Além disto, o depósito de combustíveis de Nahal Oz funcionou e enviou 215.000 litros de diesel especial (necessário para a estação elétrica da Faixa de Gaza), 93.000 litros de diesel para uso dos diversos organismos das Nações Unidas, e 50 toneladas de gás de cozinha para uso doméstico. Atendendo à um pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Israel permitirá a entrada de dois médicos e duas enfermeiras na Faixa de Gaza, através da passagem de Erez.
Embaixada de Israel no Brasil / Embassy of Israel in Brazil
Departamento de Comunicação e Relações Públicas / Department of Communication and Public Relations
SES AV.das Nacoes Quadra Lote
- Brasilia - DF
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Ação militar israelense é legítima
Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" de 05/01/2009
Jurista diz que invasão da Faixa de Gaza é necessária e que Israel defende seu direitos
Alan M. Dershowitz*
A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional. O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados. A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade. As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.
Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março. Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.
Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis. Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001. Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.
Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo. A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo. Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger. Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.
Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos.
Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes. Tratava-se evidentemente de alvo militar. Mas na casa morava também uma família. Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse. O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.
Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito. O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas. Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.
Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas. Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.
Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária. Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.
Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.
Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense. Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra. Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.
A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa. Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.
PROPORCIONALIDADE
Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados. Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas. Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes. Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis. O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds. O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme. O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.
Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra - disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU - e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.
Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina. Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa. Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.
*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard
COMUNICADO
04 de janeiro de 2008
Israel Expande a Operação contra o Hamas
No sábado, 27 de dezembro de 2008, Israel iniciou a operação contra o Hamas para proteger os cidadãos Israelenses do sudeste do país que estavam sendo submetidos aos lançamentos diários de foguetes e obuses de morteiros partindo da Faixa de Gaza. Mais de oito mil projéteis foram lançados em cidades de Israel nos últimos anos. Apesar da situação ter melhorado após a intervenção Egípcia e o "estado de calma", o Hamas retomou seus ataques nas últimas semanas unilateralmente declarando que a "calma" era nula e sem efeito.
Israel começou a operação contra o Hamas com operações aéreas contra o comando da organização e seus alvos de controle, com o propósito de deter ataques futuros contra os cidadãos israelenses. Uma semana depois, dia 03 de janeiro de 2009 - após o Hamas continuar atachando civis Israelenses, lançando 417 mísseis e morteiros (inclindo 61 do tipo mais letal de míssel, o "Grad Kaytusha") - Israel teve de tomar mais medidas e expandiu as operações em Gaza incluindo forças terrestres. A missão primária destas forças é tomar controle das rampas principais de lançamentos de foguetes na Faixa de Gaza e combater as forças terroristas que operam na área. Esta nova fase da atividade militar foi necessária para atingir os objetivos da operação contra o Hamas - atingir a infra-estrutura terrorista do Hamas e garantir a segurança da população do sudeste de Israel.
Não se pode enfatizar o bastante que Israel não tem a intenção de reassumir o controle da Faixa de Gaza. A expansão da operação tem como objetivo atingir os objetivos de detruir a infra-estrutura terrorista e garantir a segurança de Israel.
Durante a primeira semana da operação contra o Hamas, a capacidade do Hamas de continuar sua campanha terrorista foi muito enfraquecida - centenas de comandantes e terroristas foram atingidos, os altos líderes se esconderam em esconderijos subterraneos, armazenagens de munições foram destruidas, locais de produção de armamento foram danificados, e muitos outros túneis usados como contrabando de armas vindas do Egito foram destruídos.
Entretanto ao mesmo tempo, o Hamas apoiado pelo Irã continuou a disparar foguetes Kassam e Grad contra a população civil ao sul de Israel. O braço militar do Hamas agiu para endurecer seus ataques terroristas. Muitos terroristas, incluindo comandantes e subordinados treinados pelo Irã foram usados para reforçar posições de combate, incluindo túneis e bunkers. Parte da infra-estrutura do Hamas permaneceu intacta, enquanto armas letais foram mais e mais usadas, como foguetes de maior alcance.
O Hamas não apenas manteve os meios para continuar os ataques aos civis israelenses, como ainda tinha disposição para tal. Dezenas de foguetes kassam e Grad estavam sendo disparados diariamente contra um número cada vez maior de cidades e povoados ao sul de Israel. Quase um milhão de cidadãos israelenses estão morando na área de alcance destes foguetes, aproximadamente 15% da população israelense, e são alvo freqüente destes foguetes contra suas casas, escolas e negócios.
Nenhum país democrático do mundo permitiria que sua soberania fosse violada e que seus cidadãos estivessem sujeitos aos ataques terroristas vindo do céu diariamente.
Israel teria preferido que a situação não tivesse ido por esse caminho. Israel apenas entrou nesta operação após exaurir todas as outras possibilidades. Por muitos anos, em face dos constantes ataques terroristas vindo da Faixa de Gaza, Israel agiu com moderação e tentou tudo para evitar um confronto. Israel concordou com o "estado de calma" mesmo que o Hamas tivesse se aproveitado do acordo para fortalecer-se, rearmar-se e disparar centenas de foguetes e mísseis contra Israel.
Eventualmente, o Hamas terminou o estado de calma, lançando 80 foguetes diariamente contra Israel. Neste ponto, Israel não tinha mais escolha. A situação diária dos residentes do sul de Israel se tornou insuportável e Israel teve de exercitar seu direito à auto-defesa.
Israel tornou bem claro que seu alvo é o Hamas, um grupo extremista jihadista, reconhecido como uma organização terrorista não apenas pelos EUA, como também pela União Européia, Austrália, Canadá, Reino Unido e Japão.
Ao estar determinado a confrontar o terrorismo do Hamas, Israel não tem desejo de prejudicar a população civil palestina morando em Gaza. Por isso Israel está fazendo todos os esforços para evitar uma crise humanitária em Gaza, e no momento não existe tal calamidade - grupos de assistência humanitária internacional até pediram para Israel suspender os carregamentos temporariamente, já que não há mais espaço em seus depósitos na Faixa de Gaza. Israel continuará a transferir para Gaza toda ajuda humanitária recebida, em coordenação com estes grupos humanitários.
O Hamas representa os extremistas da região, aqueles que acreditam na "jihad" e na destruição. Junto com seus aliados e padrinhos, como o Irã e o Hezbolá, o Hamas deseja não apenas a destruição de Israel como também a destruição de todas as forças pragmáticas da região - aqueles que desejam um acordo negociado em relação às questões ainda pendentes e um compromisso de uma solução de "dois estados" à questão palestina. É a esperança de Israel que a Operação contra o Hamas seja concluida rapidamente, enfraquecendo o Hamas e sua ideologia, trazendo uma nova realidade de segurança tanto para israelenses como para os palestinos, de igual modo.
Shimon Peres ataca os líderes do Hamas: "Parem de usar crianças como escudos humanos para seus lançamentos de bombas e foguetes".
4 de janeiro de 2009
O Presidente Shimon Peres atacou os líderes do Hamas em uma entrevista dada à imprensa Internacional nesta data, e em um evento com estudantes de Beersheba e da periferia de Gaza, dizendo à organização terrorista para parar de usar as crianças e suas famílias como escudos humanos para lançamento de suas bombas e foguetes
O Presidente Peres disse que: "O Hamas é uma organização terrorista assassina, e seus membros são pessoas brutais da mais baixa categoria. Eles não rejeitam nenhum método para lançar ataques terroristas contra Israel, incluiundo o uso da população civil local como escudos humanos". O Presidente acrescentou que: "Estou vendo como eles usam crianças em Gaza e estou chocado - amarrando-as às bombas e usando-as como meio de Guerra".
Respondendo à uma pergunta de um estudante sobre a conexão iraniana nos eventos no sul de Israel, o Presidente Peres disse que: "Hoje em dia, há duas pessoas responsáveis pela tragédia no mundo árabe: Hassan Nasrallah, que é um agente iraniano, e Khaled Mashaal, também agente iraniano. Temos de lembrar que o mundo árabe é 90% sunita e se opõe também ao desejo do Irã de dominar o Oriente Médio. Israel tem se restringido o máximo possível e chegou a hora de dar ao Hamas a resposta exigida".
O Presidente Peres disse aos estudantes que: "As pessoas estão unidas hoje em sua determinação e certeza de um modo nunca visto antes. Todos vimos na televisão soldados com seu equipamento entrando em Gaza, eles carregam em suas costas a história de nosso povo. Os comandantes estão avançando e através da escuridão estão tentando ver o futuro. Estou orgulhoso dos soldados e de seus comandantes que planejaram esta operação. Tenho visto os planos e quase 100% destes foram atualizados".
O Presidente também acrescentou que: "As FDI estão continuando a operação contra o Hamas, operação esta justificada e correta, cujo objetivo é danificar o governo do Hamas e seu braço militar, fortalecendo a dissuasão, e criando uma situação nova e mais estável de longo prazo para a periferia da Faixa de Gaza. A entrada por terra na Faixa de Gaza tem o propósito de complementar os métodos já usados através de manobras militares e para aprofundar os danos ao Hamas e sua infra-estrutura terrorista. As tropas que fazem parte da operação estão no mais alto nível de preparo e condições para sua missão, já que se prepararam para esta eventualidade durante um longo período de tempo, e passaram por um processo meticuloso de planejamento e preparo".
O Próximo Estágio da Operação Contra o Hamas
A realização:
Durante a primeira semana de Operação contra a organização terrorista Hamas, esta organização terrorista sofreu pesadas baixas - dezenas de seus comandantes e centenas de terroristas foram mortos, depósitos de munição foram destruidos, e sua capacidade de produção de armas e infra-estrutura de contrabando de armas pelos túneis foram seriamente danificados. A habilidade do Hamas de governar também foi prejudicada. Os líderes mais importantes abandonaram completamente a população e estão preocupados apenas em salvar suas próprias peles. (Mohammed Bassiouni, Diretor do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento Egito perguntou: "Onde está a liderança do Hamas? Estão todos escondendo em bunkers no subsolo enquanto Gaza está sendo atacada).
A situação revelada pelas F.D.I. (Forças de Defesa de Israel), em Gaza, é que as mesquitas, instituições públicas e casas estavam sendo usadas pelo Hamas como bases de operações e depósito de armas. A infra-estrutura geral do terrorismo está localizada no coração da população civil palestina, que para eles serve como escudo humano.
A razão:
O Hamas ainda retém uma habilidade significativa e desejo de executar atentados terroristas e eles continuam a disparar dezenas de foguetes diariamente contra centros populacionais, no sul de Israel. O Hamas colocou quase um milhão de civis israelenses dentro do alcance de seus diaparos (aproximadamente 15% da população israelense total). Nenhum país do mundo concordaria em ter seus civis debaixo de fogo diário.
O braço armado do Hamas, que é diretamente responsável pela atividade terrorista, continua a disparar foguetes e está tentando aumentar sua atividade terrorista. Muitos de seus terroristas estão no campo e em túneis, parte de sua infra-estrutura ainda permanece, eles ainda têm armamentos e foguetes, e os terroristas têm o desejo e condições de executar ataques terroristas. O Irã está ajudando o Hamas e o incitando ao terror e violência.
O Objetivo:
A fim de se conseguir os objetivos delineados para a operação - dando à organização terrorista do Hamas um golpe duro e mudando a situação da segurança da população civil israelense a longo prazo - o Gabinete Israelense decidiu aprovar o próximo estágio da operação contra o Hamas, que inclui a entrada de veículos blindados e artilharia, e a convocação de terroristas a fim de aprofundar a operação à medida que necessário. As tropas devem ter o controle das áreas de lançamento de foguetes primárias e combater a infra-estrutura terrorista existente.
Israel não tem nenhuma intenção de reassumir o controle da Faixa de Gaza. A entrada de tropas é para se obter os objetivos delineados.
Além do esforço militar, Israel está conduzindo um grande esforço diplomático para se obter os objetivos delineados.
Israel reitera que esta não é uma guerra contra a população palestina em Gaza, mas contra o Hamas. Esta organização terrorista é responsável pelo sofrimento da população civil em ambos dos lados da fronteira. Sendo assim, Israel continua a transferir para a Faixa de Gaza toda a ajuda humanitária recebida (ao longo da última semana, 400 caminhões e 10 ambulâncias entraram na Faixa de Gaza a partir de Israel). Não há atualmente nenhuma crise humanitária na Faixa de Gaza. As FDI estão fazendo o máximo para evitar quaisquer danos à população civil palestina, incluindo com avisos antes dos ataques. As estatísticas que temos indicam que a porcentagem de mortes entre a população civil está em torno de 12% (50 dos 400 mortos), bem abaixo de qualquer evento semelhante , como o bombardeio da OTAN em Kosovo, ou no Afeganistão, sob condições mais difíceis devido à localização da infra-estrutura terrorista colocada no meio da população civil.
Israel entrou nesta operação apenas após ter exaurido toda a possibilidade de se colocar um fim ao terrorismo em Gaza, que tem continuado por anos. Isarel concordou com o "período de calma", apesar do Hamas ter aproveitado esta oportunidade para aumentar sua força, rearmar-se e continuar atacando (durante o período de calma, o Hamas disparou centenas de foguetes e obuses de morteiros contra Israel). Tendo de encarar o terror continuado, Israel agiu com restrição e fez de tudo para evitar um confronto. Mas veio o momento quando não havia mais escolha, a situação da falta de segurança da população no sul de Israel se tornou insuportável e era necessária uma mudança significativa)
Por que não parar com a operação agora?
A continuação da operação é necessária para se conseguir os objetivos delineados. Parar a operação no meio do caminho não apenas levará à continuação do terrorismo mas também servirá como encorajamento para o Hamas e outros elementos extremistas da região.
Israel's Actions Are Lawful and Commendable
By Alan M. Dershowitz*
*Alan Morton Dershowitz (born September 1, 1938) is an American lawyer, jurist, and political commentator. He is the Felix Frankfurter Professor of Law at Harvard Law School, and is known for his extensive published works, career as an attorney in several high-profile law cases, and commentary on the Arab-Israeli conflict.
Israel's military actions in Gaza are entirely justified under international law, and Israel should be commended for its act of self-defense against international terrorism. Article 51 of the United Nations Charter reserves to every nation the right to engage in self-defense against armed attacks. The only limitation international law places on a democracy is that its actions must satisfy the principle of proportionality. Israel's actions certainly satisfy that principles.
When Barack Obama visited the city of Sderot this summer, he saw the same things that I had seen during my visit on March 20 of this year. Over the last four years, Palestinian terrorists-in particular, Hamas and Islamic Jihad-have fired more than two thousand rockets at this civilian area, which is home to mostly poor and working-class people. The rockets are designed exclusively to maximize civilian deaths, and some have barely missed schoolyards, kindergartens, hospitals, and school buses. But others hit their targets, killing more than a dozen civilians since 2001, including in February 2008 a father of four who had been studying at the local university. These anticivilian rockets have also injured and traumatized countless children.
The residents of Sderot have fifteen seconds from the launch of the rocket to run into a shelter. The rule is that everyone must always bee within fifteen seconds of a shelter, regardless of what they are doing. Shelters are everywhere, but the aged and the physically challenged often have difficulty making it to safety. On the night I was in Sderot, a rocket landed nearby, but there had been no "red alert." The warning system is far from foolproof.
In most parts of the world, the first words learned by toddlers are "mommy" and "daddy." In Sderot, they are "red alert." The police chief of Sderot showed me hundreds of rocket fragments that had been recovered. Many bore the name of the terrorist group that had fired the deadly missiles. Although firing deliberately to kill civilians is a war crime, the terrorists who fired at the civilians of Sderot were proud enough of their crimes to "sign" their murderous weapons. They know that in the real world in which we live, they will never be prosecuted for their murders and attempted murders.
Barack Obama reacted to what he had seen in Sderot by saying that if his two daughters were exposed to rocket attacks in their own homes, he would do everything in his power to stop such attacks. I hope and believe that President Obama will take the same position he did as candidate Obama.
The residents of Sderot were demanding that their nation take action to protect them. Most seem to agree with the Israeli decision to end its occupation of the Gaza Strip, to withdraw its soldiers and settlers despite the reality that during the occupation, rocket attacks increased against the residents of Sderot. But Israel's post-occupation military options were limited, since Hamas deliberately fires its deadly rockets from densely populated urban areas, and the Israeli Army has a strict policy of trying to avoid civilian casualties.
The firing of rockets at civilians from densely populated civilian areas is the newest tactic in the war between terrorists who love death and democracies that love life. The terrorists have learned how to exploit the morality of democracies against those who do not want to kill civilians, even enemy civilians. In one recent incident, Israeli intelligence learned that a particular house was being used to manufacture and store rockets. It was a clear military target since their rockets were being fired at Israeli civilians. But the house was also being lived in by a family. So the Israeli military phoned the house, informed the owner that it was a military target, and gave him thirty minutes to leave with his family before the house was attacked. The owner called Hamas, which immediately sent dozens of mothers carrying babies to stand on the roof of the house. Hamas knew that Israel would never fire at a home with civilians in it. They also knew that if, by some fluke, the Israeli authorities did not learn that there were civilians in the house, and fired on it, Hamas would win a public relations victory by displaying the dead civilians to the media. In this case, Israel did learn of the civilians and withheld its fire. The rockets that were spared destruction by the human shields were then used against Israeli civilians.
This, in a nutshell, is the dilemma faced by democracies with a high level of morality. The Hamas tactic would not have worked against the Russians in Chechnya. When the Russians were fired upon, they fired against civilians without hesitation. Nor would it work in Darfur, where janjaweed militias have killed thousands of civilians and displaced 2.5 million in order to get the rebels who were hiding among them. Certain tactics work only against moral enemies who care deeply about minimizing civilian casualties.
Over the past months, a shaky cease-fire, organized by Egypt was in effect. Hamas agreed to stop the rockets and Israel agreed to stop taking military action against Hamas terrorists in the Gaza Strip. The cease-fire itself was morally dubious and legally asymmetrical.
Israel, in effect, was saying to Hamas: if you stop engaging in the war crime of targeting our innocent civilians, we will stop engaging in the entirely lawful military acts of targeting your terrorists. Under the cease-fire, Israel reserved the right to engage in self-defense actions such as attacking terrorists who were in the course of firing rockets at its civilians.
Just before the hostilities began, Israel offered Hamas both a carrot and a stick. Israel reopened checkpoints to allow humanitarian aid to reenter Gaza. It had closed these point of entry after they had been targeted by Gaza rockets. Israel's prime minister also issued a stern, final warning to Hamas that unless it stopped the rockets, there would be a full scale military response. This is the way Reuters reported it:
"Israel reopened border crossings with the Gaza Strip on Friday, a day after Prime Minister warned militants there to stop firing rockets or they would pay a heavy price. Despite the movement of relief supplies, militants fired about a dozen rockets and mortar shafts from Gaza at Israel on Friday. One accidentally struck a house in Gaza, killing two Palestinian sisters, ages 5 and 13...the deliveries could ease the tensions that might have led to a military action to end the rocket attacks. Palestinian workers at the crossings said fuel had arrived for Gaza's main power plant and about a hundred trucks loaded with grain, humanitarian aid and other goods were expected during the day."
The Hamas rockets continued and Israel kept its word, implementing a carefully prepared targeted air attack against Hamas targets.
On Sunday, I spoke to the Air Force General, now retired, who worked on the planning of the attack. He told me of the intelligence and planning that had gone into preparing for the contingency that the military option might become necessary. The Israeli Air Force had pinpointed with precision the exact locations of Hamas structures, in an effort to minimize civilian casualties. Even Hamas sources acknowledged that the vast majority of those killed have been Hamas terrorists though some civilian casualties are inevitable when--as BBC's Rushdi Abou Alouf,who is certainly not pro Israel--reported that "the Hamas security compounds are in the middle of the city." Indeed his home balcony from which he observed the bombing of a compound was 20 meters from that military target.
There have been three types of international response to the Israeli military actions against the Hamas rockets. Not surprisingly, Iran, Hamas, and other knee-jerk Israeli-bashers have argued that the Hamas rocket attacks against Israeli civilians are entirely legitimate, and that the Israeli counterattacks are war crimes. Equally unsurprising is the response of the United Nations, the European Union, Russia, and others who, at least when it comes to Israel, see a moral and legal equivalence between terrorists who target civilians and a democracy that responds by targeting the terrorists.
The most dangerous of the three responses is not the Iranian-Hamas absurdity, which is largely ignored by thinking and moral people, but the United Nations and European Union response, which equate the willful murder of civilians with legitimate self-defense pursuant to Article 51 of the United Nations Charter. This false moral equivalence only encourages terrorists to persist in their unlawful actions against civilians. The United States has it exactly right by placing the blame on Hamas, while urging Israel to do everything possible to minimize civilian casualties.
There are some who claim that Israel has violated the principle of proportionality by killing so many more Hamas terrorists than the number of Israeli civilians killed by Hamas rockets. That is an absurd misapplication of the concept of proportionality for at least two reasons. First, there is no legal equivalence between the deliberate killing of innocent civilians and the deliberate killings of Hamas combatants. Under the laws of war, any number of combatants can be killed to prevent the killing of even one innocent civilian. Second, proportionality is not measured by the number of civilians actually killed, but rather by the risk of civilian death and the intentions of those targeting civilians. Hamas seeks to kill as many civilians as it can. It aims its rockets in the general direction of schools, hospitals, playgrounds and other entirely civilian targets. The fact that it has not killed as many civilians as it would have liked to is a tribute to Israel's enormous devotion of resources to the building of shelters and to the construction of early warning systems. Hamas, on the other hand, refuses to build shelters, precisely because it wants to maximize the number of Palestinian civilians inadvertently killed by Israel's military actions. It knows, from experience, that when it forces Israel to take military actions that result in the deaths of even a small number of innocent Palestinian civilians, many in the international community will condemn Israel. Israel understands this sad reality as well, and goes to enormous lengths to reduce the number of civilian casualties, even to the point of foregoing legitimate targets that are too close to civilian areas. Accordingly, Israel's actions satisfy the principle of proportionality as well as the principle of self-defense against armed attack.
Until and unless the United Nations and the rest of the international community recognize that Hamas is committing three war crimes--targetting Israeli civilians, using their own civilians as human shields and seeking the destruction of a member state of the United Nations--and that Israel is acting in self-defense and out of military necessity, the conflict will continue and perhaps escalate. If Israel succeeds in destroying the terrorist organization Hamas, it may well lay the foundation for a real peace between the Palestinian Authority and Israel. But if Hamas persists in its capacity to target increasing numbers of Israeli citizens, Israel will have no choice but to persist in its self-defense efforts. No democracy would do otherwise.
Recebido de amigos sobre a situação na guerra contra ao Hammas na faixa de Gaza.
Estas são imagens dos palestinos feridos nos recentes bombardeios israelenses a
faixa de gaza. É revoltante que crianças inocentes estejam sendo atingidas, certo?
Faça um giro pelas principais manchetes de jornais do Brasil e você perceberá que há apenas imagens
de crianças palestinas. Será que a faixa de gaza é a "terra do nunca" como no conto do Peter Pan,
onde somente vivem crianças ou será que há algum sensasionalismo no uso destas imagens?
Conheça o uso que o Hamas faz destas crianças e teremos certeza que você ficará igualmente revoltado.
Alguns fatos que são de conhecimento de poucos que moram fora da área de conflito:
1 – Desproporcionalidade entre número de vítimas palestinas e israelenses.
Existe uma lei (muito custosa para o bolso) em Israel que obriga que cada casa ou apt construido, tenha um bunker ou quarto blindado. Quando o Hamas bombardeia Israel, os israelenses correm para esses abrigos. Nem todos chegam a tempo. Mas a preocupação pela proteção da vida é um imperativo em Israel. Por outro lado, Hamas lança mísseis de dentro centro urbanos, vergonhosamente utilizando a população palestina como escudo-humano.
2 – Vítimas civís e crianças entre os palestinos
Crianças palestinas estão nos pontos de lançamento de mísseis e movimentação de terroristas. Os líderes do Hamas (Hizballah no líbano também) movimentam-se cercados por crianças para evitarem ser atingidos, pois sabem que o exército de Israel evita ferir mulheres e crianças. Por outro lado, Hamas procurar atingir a população civil israelense consolidando seu objetivo de instalar o terror. Somente um terrorista do Hamas poderia propositalmente jogar seu filho ao risco de morte e intencionar matar o filho dos outros. Vejam as fotos acima.
3 – Israel está realizando um massacre
Israel matou em torno de 400 terroristas, em 1 semana, num conflito armado por ambos os lados, onde o objetivo do exército de Israel é assassinar terroristas. No entanto os palestinos estão espalhando a noticia de que estão sofrendo um Holocausto. Para se ter ideia, no Holocausto foram exterminados indefesamente e inocentemente 6.000.000 (seis milhões de judeus) e outros tantos milhões das minorias. Caso você tenha querido perceber, exite uma notinha no jornais, informando que no mesmo período do conflito, rebeldes no Congo, mataram 400 civis em 2 dias. Alguém viu ou ouviu falar de massacre ou passeatas no mundo todo condenando o massacre no Congo? Recentemente em Dafur, quase 100.000 (cem mil) civis foram assassinados por rebeldes muçulmanos. Não podemos deixar de nos perguntar: Onde estão as passeatas e condenações contra estes crimes?
4 – Israel atacou os palestinos
Israel não atacou os palestinos. O sul de Israel vem sendo quase initerruptamente bombardeado pelos Hamas faz 7 anos e o exército não tem respondido para evitar congelar os progressos nos acordos de paz realizados com a Autoridade Palestina (aposição do Hamas). Israel retirou-se da faixa de Gaza faz 3 anos num gesto de paz e os ataques pioraram, pois o Hamas ficou mais próximo da fronteira israelense. Após uma breve tregua utilizada pelos Hamas para se fortalecer e se armar, os ataques palestinos pioraram. Nestas circunstancias Israel iniciou o contra-ataque atual para evitar os lançamentos de mísseis. Qualquer país no mundo faria o mesmo para se defender, no entando, todos condenam Israel com o termo "Nazistas" ou "Massacre" num claro jogo sujo e baixo de desinformação e manipulação.
Leiam os jornais palestinos e israelenses. Não aceite qualquer noticia sem fazer criticas. Nem mesmo este informativo.
Após confirmar sua veracidade, passe adiante